Destaque da Mocidade, no Rio, está no CTI após agressão homofóbica: “Até quando?”
Escola de samba lamentou episódio envolvendo componente, que foi vítima de motorista de app
Festa mais democrática do Brasil, o Carnaval, mais uma vez, sofre com o preconceito: a Mocidade Independente de Padre Miguel acaba de emitir uma nota oficial lamentando uma agressão homofóbica sofrida por um de seus destaques, que está internado após o episódio.
Marcos Lerroy, que costuma cruzar a Sapucaí pela verde e branco com fantasias luxuosas, foi, segundo testemunhas, agredido por um motorista de aplicativo na manhã do último domingo, 28, num episódio cuja motivação teria sido a LGBTfobia.
De acordo com a Mocidade, Lerroy está no CTI, está sendo acompanhado por representantes da escola e, no momento, o quadro demanda vibrações positivas dos demais componentes. Ele está sob os cuidados da equipe do Hospital Getúlio Vargas, em Penha Circular, bairro da Zona Norte carioca.
Em nota, a agremiação lamentou o caso: “Pedimos a toda a família Independente uma corrente de mensagens positivas para o nosso Lerroy. E até quando mais? Até quando vão nos matar? (…) Ficamos no aguardo das investigações e não mediremos esforços para lutar até o fim em busca da justiça”.
Microempresário, Lerroy tem trajetória extensa na folia da capital fluminense e, além da Mocidade, já contribuiu com desfiles de Imperatriz Leopoldinense, Salgueiro, Caprichosos de Pilares, Império Serrano e Inocentes de Belford Roxo. Ele é assumidamente homossexual e costuma publicar sobre a causa nas redes sociais.
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