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Famosas garantem: “Não vale mais a pena gastar meio milhão para ser rainha de bateria”

Com menor exposição na mídia e novas formas de faturar nas redes sociais, celebridades avaliam que o tradicional posto perdeu prestígio e retorno financeiro

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          O posto está vago e o português Fernando Horta, atual presidente da Unidos da Tijuca, está mais irredutível do que nunca. Ele não abre mão de R$ 500 mil pelo posto de rainha de bateria. Mas alguém de bom senso precisa avisar ao grande empresário do ramo de vidros que, nos últimos anos, o cargo só se desvalorizou. O Carnaval de hoje não é o mesmo de 10 ou 20 anos atrás.

          O tempo de exposição de uma rainha na mídia também não é mais o mesmo. Hoje, as famosas faturam mais com suas redes sociais do que cumprindo uma agenda rigorosa de Carnaval. Horta, o cargo perdeu valor, os gastos com apresentações aumentaram muito e o retorno diminuiu. Ser rainha de bateria não garante fama para ninguém.

          Veja as fotos

          Foto: Marcelo Piu/Prefeitura do Rio
          Carnaval do RioFoto: Marcelo Piu/Prefeitura do Rio
          Foto: Fernando Maia/Prefeitura do Rio
          Carnaval do RioFoto: Fernando Maia/Prefeitura do Rio
          Foto: Fábio Motta/Prefeitura do Rio
          Carnaval do RioFoto: Fábio Motta/Prefeitura do Rio
          Foto: Fernando Maia/Prefeitura do Rio
          Carnaval do RioFoto: Fernando Maia/Prefeitura do Rio

          Uma musa ouvida pelo portal LeoDias, que preferiu não ser identificada, resume bem essa realidade: “Não vale mais a pena gastar meio milhão para ser rainha. É um custo muito alto, e se torna ainda maior se pensar na quantidade de ensaios”. Hoje em dia, ninguém mais tem garantia plena de que vai atravessar a Sapucaí e sair de lá com fama. É uma série de fatores que faz da escolhida a sensação do ano.

          Enfim, assim como em sua vinícola em Portugal ou em sua loja de vidros em São Cristóvão, no Rio de Janeiro, Fernando Horta precisa aplicar a lei da oferta e da procura e adequar o valor aos dias de hoje. É assim que um bom comerciante faz. Além de comandar a Unidos da Tijuca, o português atua no ramo de vidros no Rio e é dono de vinícolas em Portugal.

          É importante ressaltar que a Tijuca vende o cargo de rainha de bateria, pois é a única escola do Rio que não recebe dinheiro do jogo do bicho e/ou de outras atividades fora da lei. Horta é comerciante e dono de vinícolas. Portanto, precisa encontrar outras maneiras de colocar dinheiro na escola sem ignorar que o valor e o retorno proporcionados pelo posto mudaram com o passar dos anos.

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