“Nunca ouvi falar”: Presidente da Liesa descarta mudanças nos camarotes do Carnaval do Rio
Presidente da Liesa fala sobre a competitividade dos desfiles e a possibilidade de unificação dos espaços da Sapucaí
Gabriel David abriu o jogo sobre o que o público pode esperar do Carnaval do Rio de Janeiro em 2027 e comentou os rumores de uma possível unificação dos camarotes da Marquês de Sapucaí. Em entrevista à repórter Monique Arruda, do Portal LeoDias, nos bastidores da coroação de Paolla Oliveira na Imperatriz Leopoldinense, no sábado (17), o presidente da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) destacou o alto nível de competitividade entre as agremiações e a importância dos espaços para a estrutura financeira da festa.
Questionado sobre as novidades para o próximo Carnaval, Gabriel afirmou que a principal expectativa está na evolução das próprias escolas de samba. Segundo ele, o aperfeiçoamento dos profissionais e o nível cada vez mais elevado dos desfiles têm tornado a disputa mais acirrada nos últimos anos.
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“Eu acho que a novidade é esse alto nível de disputa que já vem acontecendo nos últimos anos. O Carnaval está evoluindo, os profissionais estão se aperfeiçoando e os artistas estão cada vez mais preparados. Isso faz com que o desfile seja cada vez mais competitivo”, declarou.
Para Gabriel, a busca constante por inovação deve continuar sendo um dos destaques da próxima edição. Ele acredita que as escolas seguirão investindo em estrutura e criatividade para surpreender o público na avenida.
“Podemos esperar um Carnaval de alto nível, com as escolas se reinventando e cada vez mais estruturadas em todos os sentidos”, afirmou.
Gabriel David comenta rumor sobre unificação dos camarotes
Outro assunto abordado na entrevista foi a possibilidade de os camarotes da Sapucaí se transformarem em um único espaço, em um modelo semelhante ao do Rock in Rio. Gabriel negou ter conhecimento de qualquer iniciativa nesse sentido e ressaltou que a diversidade de opções é importante para atender diferentes públicos.
“Eu nunca ouvi falar disso. Acho que o importante é que os camarotes possam atingir públicos diferentes, para que todo mundo tenha seu espaço na avenida”, explicou.
O dirigente também relembrou as mudanças no modelo de funcionamento desses espaços ao longo dos anos. Segundo ele, antes os camarotes eram menores e organizados de outra forma, enquanto atualmente grandes estruturas concentram boa parte das áreas disponíveis.
Além da experiência oferecida aos foliões, Gabriel destacou o papel econômico dos camarotes para as escolas de samba. De acordo com ele, os pagamentos antecipados e as renovações de contratos ajudam a garantir recursos para a preparação dos desfiles.
“Isso é importante para as escolas porque representa o primeiro recurso que elas recebem ao longo do ciclo”, explicou.
Ao final, o presidente da Liesa reforçou que a diversidade dos camarotes deve continuar sendo considerada na organização do Carnaval, permitindo que diferentes públicos encontrem opções para acompanhar os desfiles na Marquês de Sapucaí.
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