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Paolla Oliveira choca Grande Rio e decide continuar no Carnaval. Saiba quando será o anúncio

Paolla Oliveira é considerada uma das maiores Rainhas de Bateria do Carnaval carioca, ficando atrás apenas de Viviane Araújo, que se consolidou como a maior referência do posto na era moderna do Sambódromo

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          Quer uma reviravolta no Carnaval? Nós temos! O Portal LeoDias descobriu, com exclusividade, que Paolla Oliveira decidiu continuar na folia carioca e será a nova Rainha de Bateria da Imperatriz Leopoldinense. Conforme nossa reportagem adiantou na semana passada, Paolla chegou a ser convidada para retornar à Grande Rio, escola onde reinou por anos, mas negou o convite.

          A chegada à Imperatriz será oficializada no próximo dia 18, quando a escola deve anunciar oficialmente a atriz como sua nova Rainha de Bateria. E a escolha não poderia ser mais simbólica. A Imperatriz atravessa um dos momentos mais importantes de sua história recente sob o comando de Leandro Vieira, um dos grandes gênios do Carnaval na atualidade. Desde sua chegada à escola, o carnavalesco vem construindo uma sequência de enredos marcantes, que resgatam a tradição da agremiação e, ao mesmo tempo, apresentam novas leituras da cultura brasileira.

          Veja as fotos

          Reprodução: Instagram/@paollaoliveirareal
          Paolla OliveiraReprodução: Instagram/@paollaoliveirareal
          Reprodução: Instagram/@paollaoliveirareal
          Paolla Oliveira respondeu comentários engraçados de fãsReprodução: Instagram/@paollaoliveirareal
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          Paolla OliveiraReprodução: Instagram/@paollaoliveirareal
          Reprodução/Instagram
          Paolla OliveiraReprodução/Instagram
          Portal LeoDias
          Paolla Oliveira conversou com a repórter Monique Arruda, do portal LeoDias.Portal LeoDias
          Foto: Portal LeoDias
          Paolla OliveiraFoto: Portal LeoDias
          Foto: Portal LeoDias
          Paolla OliveiraFoto: Portal LeoDias
          Reprodução: Portal LeoDias/Instagram
          Paolla Oliveira na Grande RioReprodução: Portal LeoDias/Instagram

          Em 2023, Leandro levou para a Avenida um enredo inspirado em Lampião, construído a partir da literatura de cordel e da cultura nordestina. O desfile rendeu à Imperatriz o título de campeã, encerrando um jejum de 22 anos da escola.

          No ano seguinte, em 2024, veio “Com a Sorte Virada pra Lua Segundo o Testamento da Cigana Esmeralda”, uma viagem pelo universo da cultura popular e das tradições ciganas. Já em 2025, a escola apresentou “Ómi Tútú ao Olúfon – Água Fresca para o Senhor de Ifón”, mergulhando na mitologia iorubá e na cultura de matriz africana.

          Para 2026, Leandro Vieira prepara mais uma grande homenagem: “Camaleônico”, enredo dedicado a Ney Matogrosso. A escolha reforça uma característica marcante do carnavalesco, que tem transformado personagens e temas da cultura brasileira em grandes espetáculos na Avenida.

          A Imperatriz, aliás, viveu dois grandes momentos em sua história recente: primeiro, sob a genialidade de Rosa Magalhães, e agora com Leandro Vieira. A escola também carrega uma tradição construída ao longo de décadas, marcada pela família Drummond e por nomes históricos que ajudaram a moldar a identidade da agremiação. Desde os tempos de Luizinho Drummond, a comunidade de Ramos sempre teve voz e peso nos rumos da escola.

          Agora, a chegada de Paolla promete colocar Ramos novamente em festa. Afinal, não se trata de qualquer nome. Paolla Oliveira é considerada uma das maiores Rainhas de Bateria do Carnaval carioca, ficando atrás apenas de Viviane Araújo, que se consolidou como a maior referência do posto na era moderna do Sambódromo.

          O Enredo de 2027

          Para o Carnaval de 2027, a Imperatriz Leopoldinense mergulhará na história de Dona Júlia, uma boneca sagrada do Maracatu Porto Rico que desapareceu por mais de três décadas e teve um reencontro cercado de elementos espirituais. Com o enredo “A MEMÓRIA DO REI E O SUMIÇO DE DONA JÚLIA”, a escola contará a trajetória da calunga criada em 1967, a mando de Eudes Chagas, babalorixá e rei do Maracatu Porto Rico, no Recife.

          Dona Júlia foi esculpida para representar a ancestralidade de Maria Júlia do Nascimento, conhecida nacionalmente como Dona Santa, “a rainha do maracatu elefante”, que morreu em 1962. A boneca foi criada para portar os axés espirituais dos maracatuzeiros do bairro do Pina e ocupava um lugar sagrado dentro da tradição do grupo.

          Em 1978, Dona Júlia deixou as mãos de seu maracatu e foi levada para um museu. Dois anos depois, em 1980, a instituição comunicou seu desaparecimento aos representantes do Maracatu Porto Rico, que reivindicavam a posse da peça.

          O mistério se estendeu por 34 anos, até que, pouco antes do Carnaval de 2014, a calunga reapareceu em um terreiro de candomblé em Olinda. Ela havia sido deixada no local por um estudante, que alegava que a boneca assombrava a casa onde estava.

          O reencontro com sua nação de origem aconteceu de maneira inusitada: um babalorixá que procurava pelo paradeiro da boneca reconheceu a peça após assistir, na televisão pernambucana, a uma reportagem sobre o objeto.

          De volta ao Maracatu Porto Rico, Dona Júlia passou pelos rituais de encantamento destinados às calungas que vão às ruas durante o Carnaval, incluindo ebó, banho de ervas, alimentação no igbá e recolhimento no peji. Depois de ser “encantada”, voltou às ruas em um domingo de Carnaval e, na segunda-feira, foi levada ao Pátio do Terço para participar da Noite dos Tambores Silenciosos.

          É justamente essa trajetória de origem, desaparecimento, reencontro e reiniciação espiritual que servirá de fio condutor para o desfile de 2027 da Imperatriz Leopoldinense.

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