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portal Leo Dias 1 ano
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Uma mão lava a outra: como as novelas da Globo e as escolas de samba se ajudam

Dramaturgia da emissoria, historicamente, colabora para os enredos e vice-versa

O Carnaval, mais que uma grande festa e negócio que movimenta a economia do país em diferentes esferas, além do impacto positivo no campo de empregabilidade, também foi, e ainda é, uma engrenagem de enorme importância para o audiovisual brasileiro. 

O Grupo Globo, desde que se tornou um dos maiores conglomerados de mídia do mundo, é quem melhor se beneficia do evento. Além dos veículos que se dedicam na cobertura, a dramaturgia, não raramente, vira vitrine para a folia e impulsiona sua própria exportação.

Para Anamaria Fadul, ex-docente da USP e especialista na área de internacionalização midiática, além do futebol e, claro, o próprio Carnaval, “o gênero novela também garante maior presença do Brasil no mundo”. 

O início de tudo 

Bom Sucesso, escrita por Rosane Svartman e Paulo Halm em 2019, foi a obra mais recente a unir Carnaval e melodrama, mas uma das primeiras tramas a puxar a fila foi Bandeira 2, de Dias Gomes, em 1972, com uma história que se passava em Ramos, Zona Norte do Rio. 

Nela, o bicheiro Tucão, também presidente de honra da Imperatriz Leopoldinese, era apaixonado por uma porta-bandeira interpretada por Marília Pêra. Com a boa aceitação do público para a temática, a partir e então, o Carnaval virou um experimento.  

Atrizes saíram da ficção e foram para a Avenida 

Em 1984, usando e abusando dos mesmos artifícios por orientação da diretoria, Partido Alto, de Gloria Perez e Aguinaldo Silva, rendeu a Betty Faria um grande momento na carreira como a protagonista porta-bandeira da fictícia escola Acadêmicos do Encantado. 

Na década de 90, Manoel Carlos, com a novela Felicidade, trouxe a literatura para sua obra ao adaptar o conto “A Morte da Porta-Bandeira”, de Aníbal Machado, em que a atriz Maria Ceiça vivia a porta-bandeira que era assassinada durante um ensaio da escola Estácio de Sá, pelo ex-namorado. No início dos anos 2000, a mesma história ganhou vez em Brava Gente, com Juliana Paz no papel. 

Ainda sobre Manoel Carlos, ele foi um ponto importante na maneira como contar histórias de Carnaval através das novelas.  Após Felicidade, ele abriu espaço para o tema em Por Amor (1997), Laços de Família (2000) e Páginas da Vida (2006), que teve Quitéria Chagas, hoje rainha da Império Serrano, vivendo uma personagem no meio da Avenida. 

Quitéria Chagas, a “Globeleza”, fez o sentido inverso, da Avenida para as novelas 

A atriz despontou na mídia como sucessora da “Globeleza” Valéria Valença em 2003, quando protagonizou as vinhetas carnavalescas da Globo, e chamou a atenção do novelista. 

Além de Quitéria Chagas estrando em novelas, fazendo crossover com seu universo profissional de origem, Grazi Massafera, recém-saída do BBB, também angariou seu momento na Avenida, de onde nunca mais saiu. Naquele ano, a Grande Rio viu potencial na novata e deu a ela um lugar em um dos carros alegóricos mais importantes do desfile. No ano seguinte, o posto de rainha de bateria aconteceu. 

O enredo da Império no ano de Páginas da Vida era “Ser Diferente É Igual”, uma homenagem a uma ONG que trabalha com portadores de síndrome de Down. Com isso, a novela junto da escola da samba conseguiram voltar os olhos do país para o assunto. 

Senhora do Destino, a novela que virou samba-enredo e levou o elenco completo para a Sapucaí 

Senhora do Destino, de Aguinaldo Silva, produzida em 2004, segue como um das novelas mais exportadas da Globo até hoje. Para quem não se lembra, a Grande Rio levou todo o elenco da trama para a Sapucaí com um enredo que homenageava a personagem nordestina Maria do Carmo, vivida por Susana Vieira. 

Do mesmo autor, Duas Caras (2008) teve a escola Nascidos da Portelinha, com cenas gravadas no desfile da Portela. Em Império (2014), também de Aguinaldo, José Alfredo (Alexandre Nero), o Comendador, foi homenageado pela escola da novela, gravado durante um ensaio técnico e outra parte durante um desfile da Salgueiro. 

A atriz Erika Januza, em 2012, ganhou seu primeiro papel na televisão em Subúrbia, série em que foi coroada como rainha e bateria da comunidade que ela vivia. 

Novela e Carnaval na última década 

Lado a Lado (2012), a vencedora do Emmy Internacional e uma das novelas mais elogiadas pela crítica especializada, foi a primeira na história e ter um samba-enredo como tema de abertura. “Liberdade Liberdade”, do ano em que a Imperatriz foi a grande campeã do Carnaval, em 1989, foi a escolhida para embalar o folhetim de época. 

Segundo Sol, de 2018, viajou para Salvador (BA) para contar sua história. Os versos de “Axé Pelô”, grande sucesso de Beto Falcão (Emilio Dantas), caíram na boca do povo. A trama que contava a história do astro da axé music, que todos suspeitavam ter morrido em um acidente. O primeiro capítulo da novela de João Emanuel Carneiro foi gravado durante a festa baiana.

Bom Sucesso,  a personagem de Grazi Massafera era apaixonada por sua escola do coração, a Unidos de Bom Sucesso. Para colocar a produção no ar, a Globo iniciou a pré-produção um ano e meio antes da estreia. Ao lado de Antônio Fagundes, a atriz foi para a Sapucaí e, antes do desfile da Imperatriz Leopoldinense começar, as cenas do primeiro capítulos foram gravadas. Posteriormente, ao longo de vários capítulos, membros da agremiação também participaram da novela . 

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