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“A Nobreza do Amor” terá final aberto e poderá ganhar continuação

Autor da novela com Duca Rachid e Júlio Fischer, Elísio Lopes Jr. revela que nem todos os conflitos serão resolvidos no último capítulo e admite possibilidade de novos desdobramentos da história

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*As informações contidas neste texto são de responsabilidade dos colunistas e não expressam necessariamente a opinião do portal LeoDias.

          A reta final de “A Nobreza do Amor” promete uma grande batalha, mas nem todos os conflitos serão resolvidos no último capítulo, previsto para ir ao ar no dia 6 de novembro. Elísio Lopes Jr., que assina a novela das seis da Globo ao lado de Duca Rachid e Júlio Fischer, revelou que os destinos dos principais vilões foram pensados de acordo com as características de cada um. E deixou aberta a possibilidade de a história ganhar uma continuação no futuro.

          “Não vai ser um último capítulo só festejando vitória. Tem reticências no final. Ele aponta para desdobramentos dessa história em outros tempos”, revelou ele ao jornal “O Globo. A possibilidade de uma segunda parte, inclusive, não está descartada. A ideia de acompanhar outras gerações da dinastia apresentada na novela já fazia parte da concepção da história. Isso, porém, não significa que exista algum projeto em desenvolvimento na Globo. “Uma continuação é possível”, afirmou o autor, antes de esclarecer: “Mas não existe uma conversa hoje sobre isso [na emissora].

          O autor contou ainda que definir o desfecho de Jendal (Lázaro Ramos) foi um dos maiores desafios da equipe de roteiristas. A preocupação era encontrar uma solução que respeitasse a trajetória do personagem, responsável por algumas das maiores atrocidades da trama.

          “Ficamos entendendo qual era o momento, a forma e o que se passava na cabeça do personagem. Achamos um caminho muito coerente dentro de como pensamos o personagem”, explicou.

          Já Mirinho (Nicolas Prattes) e Virgínia (Theresa Fonseca) terão finais bastante diferentes. Segundo Elísio, embora os dois tenham cometido inúmeras maldades, a complexidade de Virgínia exigiu um tratamento especial, sobretudo por causa da relação conflituosa que mantém com Alika (Duda Santos). “O final do Mirinho é o que ele merece. Ele tem cores fortes, mas menos que a Virgínia”, afirmou.

          Para o autor, a rivalidade entre Virgínia e a protagonista vai além da disputa amorosa e envolve sentimentos contraditórios. “Ela tem inveja dessa mulher que menospreza. É uma relação de amor e ódio com Alika”, analisou. Sobre Mirinho, foi mais direto: “Ele é falocêntrico, egoísta e mimado. É o desejo dele e acabou”.

          Elísio também comentou a repercussão de “A Nobreza do Amor” durante sua exibição. Embora a estrutura principal tenha sido preservada, a equipe fez ajustes no espaço destinado a determinados personagens, levando em consideração a resposta dos telespectadores.

          Entre as surpresas positivas, ele destacou a torcida pelos casais Teresa (Ana Cecília Costa) e José (Bukassa Kabengele), além de Manoel (Daniel Rangel) e Ana Maria (Julia Lemos). As cenas com o presidente Nilo Peçanha, interpretado por Deo Garcez, também despertaram interesse.

          Por outro lado, algumas sequências que os autores consideravam especialmente impactantes não tiveram a repercussão esperada. Foi o caso da morte de Imani (Dhara Lopes), jogada em um poço de serpentes por ordem de Jendal. “Isso não causou espanto nem grandes reações. Passou. Ficou mais a potência da imagem de Lázaro jogando no poço do que a humanidade da personagem que foi jogada”, lamentou.

          O autor também respondeu às críticas sobre a lentidão da narrativa em determinados momentos. Para ele, o desenvolvimento dos personagens é fundamental para que o público se envolva emocionalmente com os acontecimentos. “A matéria-prima do melodrama para construção da emoção é conhecer o personagem, a história dele e o contexto”, defendeu.

          Com 183 capítulos, “A Nobreza do Amor” chega ao fim apostando em um confronto decisivo e em um encerramento que, ao menos na intenção dos autores, não precisa significar um adeus definitivo àquele universo.

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