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Antes de viver Rivellino na Netflix, Daniel Blanco passou em peneira do Flamengo

Para reproduzir os momentos históricos da Seleção Brasileira de 1970, os atores passaram por uma preparação intensa, que incluiu treinos de futebol, ensaios de jogadas e acompanhamento físico

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          Interpretar um dos maiores ídolos do futebol brasileiro exigiu mais do que talento diante das câmeras. Em “Brasil 70: A Saga do Tri”, nova série da Netflix que estreou na sexta-feira passada, Daniel Blanco dá vida a Rivellino e precisou colocar em prática uma paixão que o acompanha desde a infância: o futebol.

          Aos 32 anos, o ator conta que chegou a passar em uma peneira do Flamengo na adolescência, antes de decidir seguir o caminho da arte. “O futebol foi a minha primeira paixão. Quando surgiu esse trabalho, fiquei feliz porque uniu duas coisas muito importantes na minha vida: o esporte e a atuação”, afirma.

          A escolha do elenco, segundo Daniel, levou em consideração não apenas a semelhança física com os jogadores retratados, mas também a habilidade em campo. Para reproduzir os momentos históricos da seleção brasileira de 1970, os atores passaram por uma preparação intensa, que incluiu treinos de futebol, ensaios de jogadas, preparação de elenco e acompanhamento físico durante semanas antes do início das gravações. “Foi um processo exigente, mas muito prazeroso. Todo mundo estava comprometido em entregar verdade nas cenas de jogo”, relembra.

          Com passagens por novelas, séries e produções de streaming ao longo de quase 15 anos de carreira, Daniel destaca o prazer de trabalhar em diferentes formatos. No caso das séries, ele valoriza especialmente o tempo dedicado à construção das cenas e dos personagens. “Gosto da atenção que cada sequência recebe, da possibilidade de experimentar mais e da proximidade com diretores e autores. É um ambiente que permite explorar caminhos diferentes para o personagem sem a pressão de uma produção mais acelerada”, avalia.

          Embora esteja cada vez mais presente nas plataformas de streaming, o ator não esconde o desejo de voltar às novelas. Com seis trabalhos no currículo, ele acredita que o gênero continua sendo uma das experiências mais ricas para quem atua. “Adoro o fato de a novela ser uma obra aberta, que pode se transformar a partir da resposta do público e da química entre os atores. É um formato vivo, que está sempre se reinventando. Fazer novela é uma aventura”, define.

          Paralelamente à atuação, Daniel também mantém uma relação próxima com a música. Após lançar o álbum solo “Left Behind”, ele se dedica agora ao novo projeto de sua banda de rock, Muladhara. Entre um trabalho e outro, encontra na música uma forma de renovação criativa. Olhando para o futuro, o objetivo é seguir transitando por diferentes linguagens artísticas. “Quero continuar trabalhando com arte e tendo liberdade para me expressar de formas variadas. Meu desejo é seguir contando histórias, trazendo reflexões e tocando as pessoas através do que eu faço”, conclui.

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