Comendador morreu ou não morreu no fim de “Império”? Autor dá pista em “Três Graças”
Personagem de Alexandre Nero vai voltar a aparecer na próxima novela das nove a convite de Aguinaldo Silva
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Depois de muita especulação e de uma brincadeira do próprio Aguinaldo Silva no fim de “Império”, parece que o Comendador (Alexandre Nero) não morreu mesmo na novela que foi sucesso em 2014. Isso porque o autor já entregou à direção e à produção o capítulo que José Alfredo vai aparecer vivinho da silva. O ator fará uma participação especial que mexe diretamente com o núcleo da galeria de arte de Kasper (Miguel Falabella) e João Rubens (Samuel de Assis).
Se nada for editado, o Comendador chegará à galeria do casal no capítulo 34 de forma imponente, com o ar contrariado que marcou o personagem em “Império”. Recebido por João Rubens, Kasper, Maggye (Mell Muzillo) e Lucélia ((Daphne Bozaski), ele vai direto ao ponto e exige ver uma obra valiosa que deveria estar à disposição para compra imediata.
“O que eu quero é ver a gravura do palhaço… Agora!”, dispara o Comendador, deixando todos em pânico, já que a peça havia sumido misteriosamente. A desculpa de que a obra estaria guardada em um cofre no banco não convence o cliente, que avisa em tom de ameaça: “Voltarei amanhã ao meio-dia… E ai de vocês se eu sair daqui sem levar a minha gravura”.
A presença do personagem movimenta a trama ao colocar pressão sobre o grupo e acelerar o mistério em torno do desaparecimento da gravura. Mais adiante, o Comendador retorna para efetuar a compra — e, em cena cheia de ironia, paga a fortuna no cartão de crédito, lembrando com desdém que já adquiriu até um iate “à vista” dessa maneira.
Segundo Aguinaldo Silva, a escolha de chamar o personagem de Comendador não é à toa. É uma piscadela direta ao público, que guarda Nero como um dos protagonistas mais marcantes da teledramaturgia recente. “Vamos chamá-lo de Comendador na esperança de que seja o próprio, vindo diretamente de uma novela anterior”, brinca o autor no roteiro, referindo-se a “Vale Tudo”, antecessora de “Três Graças”.
A participação de Nero em “Três Graças” funciona como um crossover afetivo, resgatando a memória de Império e ao mesmo tempo inserindo o ator em um novo contexto, cercado de mistério, tensão e humor ácido. Mesmo que seja uma aparição pontual, a chegada do Comendador promete ser lembrada como um dos momentos mais saborosos da novela.
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