Em “Três Graças”, Lucélia confessa que matou os próprios pais: “Não iam durar muito”
Ao ouvir a revelação, Bagdá (Xamã) dispara: "Pai e mãe é sagrado!" e expulsa a amante de sua casa na hora
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A vilania de Lucélia (Daphne Bozaski) dá um salto brutal nos próximos capítulos de “Três Graças”. Em uma cena tensa e perturbadora, a personagem revela a Bagdá (Xamá) que foi responsável pela morte dos próprios pais — e o chefe do tráfico, pela primeira vez, se vê verdadeiramente chocado.
O diálogo acontece no QG de Bagdá, dentro de uma banheira, quando Lucélia, fria e calculista, tenta convencê-lo a não abandonar o crime. No meio da conversa, ela solta a frase que muda tudo: “Eu também fiz a vontade dos meus pais. Eles viviam com saudade dos meus avós, então… Dei um jeito, e ajudei os dois a se encontrarem com eles”.
Bagdá demora alguns segundos para processar — e quando entende, reage incrédulo: “Isso que você falou… Você tá dizendo que matou os seus pais!?”. A confirmação vem logo depois, sem qualquer traço de arrependimento. Ainda atordoado, Bagdá tenta racionalizar o que acabou de ouvir: “A gente mata inimigo, mas pai e mãe nunca. Pai e mãe é sagrado!”.
Mas Lucélia não demonstra qualquer remorso. Pelo contrário, minimiza o crime com frieza: “Ah, eles só viviam doentes! E eu queria uma vida melhor pra mim. Não iam durar muito, de qualquer jeito… Só dei um empurrãozinho”.
E vai além: revela que matou os pais por interesse financeiro e ambição: “Aí vim aqui colar com meus tios sentados na grana, pra ver se bico uma parte deles”. A fala desmonta Bagdá, que até então se via como o lado mais sombrio da relação: “Mina, agora que me dei conta. Você é muito pior que eu. Matou os pais e agora tá querendo ir atrás da herança dos tios!”.
O choque é tão grande que Bagdá rompe com ela ali mesmo: “Quer saber? Cai fora, se manda mesmo daqui… Cê é mó chave de cadeia. Matou os próprios pais! Isso eu não admito”. Lucélia ainda ironiza a reação do traficante: “Nossa, devo ser muito ruim mesmo, pro chefe do tráfico ficar assim com noia de andar comigo”.
A sequência marca uma virada importante na trama. Se até agora Lucélia vinha sendo retratada como manipuladora e ambiciosa, o capítulo escancara um traço muito mais perverso: ela não apenas cruza limites — ela não reconhece que eles existam. A revelação também isola a personagem dentro do próprio submundo do crime. Bagdá pode ser violento, mas estabelece uma linha moral que Lucélia simplesmente ignora. E em “Três Graças”, quando alguém perde completamente qualquer freio ético, a pergunta não é “se” vai pagar — mas “quando”.
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