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Na Copa do Mundo, Cátia Fonseca estuda formatos nos Estados Unidos e mira novo projeto na TV

Em Nova York, apresentadora pesquisou formatos, tecnologia e novas linguagens para futuros projetos

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*As informações contidas neste texto são de responsabilidade dos colunistas e não expressam necessariamente a opinião do portal LeoDias.

          Enquanto acompanhava a Seleção Brasileira na Copa do Mundo em Nova York, Cátia Fonseca tinha outro compromisso longe dos estádios: estudar televisão. A apresentadora aproveitou a viagem para visitar os estúdios do “The View”, um dos programas mais tradicionais da TV americana, e voltou convencida de que a televisão brasileira ainda tem muito espaço para inovar.

          Mais do que conhecer um formato de sucesso, Cátia mergulhou nos bastidores da produção. O que mais chamou sua atenção foi a tecnologia utilizada pelo programa, especialmente o cenário, praticamente todo construído com telões que simulam materiais e estruturas reais.

          “À primeira vista, você não percebe, mas praticamente tudo é feito com telões, inclusive estruturas que parecem ser de madeira. É uma solução muito moderna e discreta, que só dá para notar quando você está dentro do estúdio”, contou ela em papo com a coluna.

          Mas foi a dinâmica entre as cinco apresentadoras do “The View” que mais a impressionou. Segundo Cátia, mesmo com opiniões divergentes, o programa consegue promover debates sem transformar as diferenças em confronto: “O que mais gostei foi o respeito entre as apresentadoras. São cinco mulheres com opiniões completamente diferentes, mas sem interrupções, sem uma tentando provocar a outra. Elas discordam, argumentam e fazem o público refletir”.

          Outro detalhe que chamou sua atenção foi a engrenagem da produção. Durante as conversas, quando uma das apresentadoras deseja falar, basta acionar um botão para que a equipe reorganize instantaneamente a ordem das falas por meio do teleprompter, mantendo o ritmo da atração.

          Para Cátia, esse tipo de organização, aliado ao aprofundamento dos temas, pode servir de inspiração para a televisão brasileira.

          “Acho que algumas dessas ideias podem, sim, inspirar a TV brasileira, principalmente a valorização do debate respeitoso, da organização de produção e de um jornalismo que aprofunde mais os assuntos, ajudando o público a compreender melhor temas importantes”, explica ela, que estava acompanhada do marido, o diretor Rodrigo Riccó.

          A apresentadora afirma que a viagem também reforçou sua percepção de que a televisão ainda pode aprender muito com o mercado americano, mas sem ignorar o impacto das plataformas digitais.

          “Eles não têm medo de testar, experimentar e investir em formatos diferentes. Ao mesmo tempo, hoje as plataformas digitais também influenciam muito a forma como as pessoas consomem conteúdo. O mais importante é entender o comportamento do público e transformar isso em um conteúdo que faça sentido para a nossa realidade”, pontua.

          Apesar da pesquisa, ela garante que ainda não existe um projeto definido para seu retorno à televisão. A ideia, segundo ela, é observar o mercado antes de dar o próximo passo.

          “Estou num momento de pesquisa. Não tem nada definido ainda. A gente tem a mania de só procurar caminhos novos quando precisa, e aí acaba fazendo tudo correndo. Eu quis fazer diferente desta vez”, conta.

          A observação não se limita à TV tradicional. Cátia também diz estar estudando o universo das redes sociais e do streaming para entender como os hábitos de consumo mudaram nos últimos anos.

          Essa transformação, na visão dela, exige inclusive uma revisão da forma como os programas de variedades são encarados: “A primeira coisa que a gente precisa atualizar é até o termo ‘programa feminino’. Hoje ele deixou de ser um programa voltado apenas para mulheres. É um programa de entretenimento, que conversa com todos os públicos”.

          Depois de décadas no comando de programas ao vivo, Cátia também revela o que procura para o futuro. Mais do que um formato específico, ela quer um projeto que tenha relevância e consiga reunir diferentes gerações diante da tela.

          “Quero fazer algo que agregue, que informe, que preste serviço e que, ao mesmo tempo, divirta. Quero um conteúdo com propósito, consistência e verdade. Hoje muitos jovens dizem que a avó assistia aos meus programas. Acho isso muito bonito, mas quero falar com a avó, com o filho dela e com o neto também”, fala.

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