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Opinião: Globo poderia antecipar final do “BBB 26” diante do clima de luto

Dor dos participantes com a morte do pai da Ana Paula Renault esvazia o jogo e transforma reta final em desconforto

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*As informações contidas neste texto são de responsabilidade dos colunistas e não expressam necessariamente a opinião do portal LeoDias.

          O “BBB” sempre se vendeu como um retrato da vida real. Mas, neste momento, a pergunta que fica é: até que ponto faz sentido seguir o roteiro quando a realidade atravessa o jogo de forma tão dura?

          A reta final do “BBB 26” foi tomada por um clima que não tem nada de entretenimento. A morte do pai de Ana Paula Renault, comunicada a ela no domingo, somada ao momento delicado vivido por Tadeu Schmidt dias antes — quando o apresentador quebrou o protocolo ao falar da perda do irmão, Oscar Schmidt — transformou o programa em um ambiente de luto. E isso transborda na tela.

          Os três finalistas — Ana Paula, Milena e Juliano — mal conseguem conter as lágrimas. O que deveria ser uma celebração de encerramento virou um espaço de dor compartilhada, desconforto e silêncio. Não há leveza, não há jogo. Há apenas um clima pesado, difícil de assistir.

          Diante disso, surge uma questão inevitável: por que insistir?

          A Globo, que tantas vezes se orgulha de saber ler o momento e ajustar sua programação com agilidade, poderia — e talvez devesse — tomar uma decisão simples: antecipar a final. Encerrar o programa nesta segunda-feira (20), e não na terça, seria um gesto de sensibilidade com quem está dentro da casa e também com quem está do lado de fora.

          Porque, neste ponto, já não há mais disputa real. O favoritismo de Ana Paula é evidente, o público já entendeu o desfecho e os próprios participantes parecem emocionalmente esgotados. Esticar esse cenário por mais um dia soa menos como estratégia e mais como insistência em um formato que, neste momento, perdeu o sentido.

          O “BBB” sempre foi sobre jogo, emoção e imprevisibilidade. Mas, quando a emoção ultrapassa o limite do entretenimento e entra no campo do luto, talvez o maior acerto seja justamente parar. Quebrar o protocolo, nesse caso, não seria um problema; seria humanidade. E, às vezes, é disso que a televisão mais precisa.

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