Miss Brasil que perdeu título por desfilar grávida segue internada por gestação de risco Câncer de intestino: médico explica sinais de alerta após morte de Lua Blanco aos 39 anos Fred Bruno é baleado por tiro de raspão em bar na zona sul de São Paulo
Miss Brasil que perdeu título por desfilar grávida segue internada por gestação de risco Câncer de intestino: médico explica sinais de alerta após morte de Lua Blanco aos 39 anos Fred Bruno é baleado por tiro de raspão em bar na zona sul de São Paulo

Opinião: “Juntas e Separadas” transforma dores reais das mulheres 40+ em identificação coletiva

A série do Globoplay é um retrato honesto e necessário de uma fase da vida que a televisão ainda insiste em tratar como coadjuvante

Whatsapp telegram facebook twitter

*As informações contidas neste texto são de responsabilidade dos colunistas e não expressam necessariamente a opinião do portal LeoDias.

          A série “Juntas e Separadas” não é só uma comédia leve sobre amizade feminina. É, acima de tudo, um retrato honesto e necessário de uma fase da vida que a televisão ainda insiste em tratar como coadjuvante. Disponível no Globoplay, a série encontra sua força justamente naquilo que parece simples: contar histórias de mulheres reais.

          Criada por Thalita Rebouças, a produção marca uma virada importante na carreira da autora, conhecida por seu trabalho voltado ao público jovem. Aqui, ela mergulha em um território mais íntimo e maduro e faz isso com propriedade. Não por acaso: a série nasce de uma vivência pessoal, atravessada pelo fim de um casamento longo, pelo luto dessa ruptura e pela redescoberta do corpo, do desejo e da própria identidade depois dos 40.

          Esse ponto de partida faz toda a diferença e é exatamente isso que sustenta a identificação imediata. A trama acompanha quatro amigas — Laura (Sheron Menezzes), Ana Lia (Natália Lage), Claudinha (Debora Lamm) e Joana (Luciana Paes) — que, apesar de trajetórias completamente diferentes, se encontram em um ponto comum: a reconstrução depois de rupturas.

          E aqui está outro grande acerto da série: não existe uma única forma de ser mulher aos 40+. Laura vive o conflito entre a imagem pública e suas fragilidades; Ana Lia representa aquela que sustenta tudo ao redor enquanto se esquece de si; Joana encara o tempo com humor, mas também com uma melancolia silenciosa; e Claudinha carrega no corpo e na fé marcas profundas de silenciamentos.

          São perfis distintos, mas complementares. E é justamente nesse contraste que a narrativa ganha densidade.

          Mais do que contar histórias individuais, “Juntas e Separadas” constrói uma rede de apoio feminina que soa absolutamente real. Não é uma sororidade idealizada: é imperfeita, às vezes caótica, feita de áudios intermináveis, encontros em bar, recaídas emocionais e pequenas vitórias. É identificação pura.

          A série também acerta ao trazer temas ainda pouco explorados com naturalidade: menopausa, queda de cabelo, falta de colágeno, redescoberta do desejo. Tudo isso sem tabu, sem didatismo e, principalmente, sem perder o humor.

          E talvez o ponto mais interessante seja justamente o que a série não faz: ela não entrega respostas prontas. Em vez disso, levanta perguntas incômodas e necessárias. Quem somos depois do fim de um casamento? Como reconstruir o desejo? O que significa envelhecer em uma sociedade que ainda insiste em invisibilizar mulheres maduras?

          Com apenas dez episódios, a sensação que fica é de que “Juntas e Separadas” é só o começo. Há material, conflito e identificação suficientes para muitas outras temporadas porque, se tem algo que a série deixa claro, é que os dilemas dessa fase da vida estão longe de acabar.

          Fique por dentro!

          Para ficar por dentro de tudo sobre o universo dos famosos e do entretenimento siga @leodias no Instagram.

          Agora também estamos no WhatsApp! Clique aqui e receba todas as notícias e conteúdos exclusivos em primeira mão.

          Whatsapp telegram facebook twitter