Entenda como vídeos “obscenos” foram o estopim para prisão de Malévola no Egito Cariúcha revela por que barrou Rico no “SuperPop”: “Meu medo era partir pra cima dele” Amado Batista revela se pretende aumentar a família com a esposa, Calita Franciele
Entenda como vídeos “obscenos” foram o estopim para prisão de Malévola no Egito Cariúcha revela por que barrou Rico no “SuperPop”: “Meu medo era partir pra cima dele” Amado Batista revela se pretende aumentar a família com a esposa, Calita Franciele

Opinião: “Sincerão” sem réplica esfria jogo já morno no “BBB 26”

A dinâmica escolhida pela produção do "BBB 26" não teve confronto; o que, por definição, sempre foi um momento de embate

Whatsapp telegram facebook twitter

*As informações contidas neste texto são de responsabilidade dos colunistas e não expressam necessariamente a opinião do portal LeoDias.

          O “Sincerão” desta segunda-feira (2) tinha tudo para colocar fogo em um paredão que já nasceu morno. Mas a dinâmica escolhida pela produção do “BBB 26” acabou produzindo o efeito contrário: esfriou ainda mais o que já não estava pegando fogo.

          Diferente do que aconteceu nas outras segundas, os participantes ligavam para quem quisessem e falavam sem qualquer possibilidade de interrupção. Sem réplica ou tréplica. Sem o olho no olho que faz o público se inclinar para frente no sofá. Foi um “Sincerão” sem confronto — e o “Sincerão”, por definição, sempre foi uma dinâmica de embate.

          Quando se retira a possibilidade de resposta imediata, retira-se também a tensão dramática. O que poderia virar discussão vira desabafo unilateral. O que poderia escalar vira discurso ensaiado. O resultado? Falas corretas, até contundentes em alguns momentos, mas sem consequência ali, ao vivo. Sem faísca.

          E isso acontece justamente numa semana em que o jogo já está em baixa temperatura. O paredão falso colocou praticamente três integrantes da mesma bolha, com Breno orbitando ali numa posição híbrida, quase solitária. Não houve o choque de forças que o público imaginava — muita gente apostava em Ana Paula ou alguém do grupo dela nesse embate estratégico; o que não aconteceu.

          Sem conflito estrutural no paredão e sem confronto real no “Sincerão”, o programa ficou protocolar.

          Há quem veja estratégia nisso: deixar a treta para o pós no Globoplay e transformar o ao vivo em terreno mais controlado. Pode até funcionar para gerar assunto nas redes, mas reality show não vive só de clipe para timeline. O sofá precisa sentir a vibração do embate acontecendo ali, no estúdio, na hora.

          O “Sincerão” sempre foi uma catarse semanal. É quando as mágoas acumuladas encontram microfone aberto e adversário na frente. Ao impedir a réplica, a dinâmica retirou justamente o elemento que transforma fala em confronto. E confronto é o que movimenta narrativa.

          Não se trata de defender gritaria vazia ou caos gratuito. Trata-se de dramaturgia, reação e do olhar atravessado que muda o rumo do jogo. Sem isso, o programa corre o risco de entrar no automático; e previsibilidade, para um reality competitivo, é quase sempre sinônimo de desgaste. O “BBB” funciona quando o conflito é orgânico e público. Quando a tensão é compartilhada. Nesta semana, o jogo até tentou falar. Mas ninguém pôde responder.

          Fique por dentro!

          Para ficar por dentro de tudo sobre o universo dos famosos e do entretenimento siga @leodias no Instagram.

          Agora também estamos no WhatsApp! Clique aqui e receba todas as notícias e conteúdos exclusivos em primeira mão.

          Whatsapp telegram facebook twitter