Reino africano, golpe de Estado e fuga para o Brasil: conheça a história de “A Nobreza do Amor”
Trama da próxima novela das seis da Globo é ambientada no fictício Batanga e mistura ancestralidade, romance proibido e disputa pelo trono
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A Globo aposta alto na próxima novela das seis. Com estreia prevista para 16 de março, “A Nobreza do Amor” apresenta Batanga, um reino fictício localizado na costa ocidental da África, concebido a partir de múltiplas referências históricas e culturais do continente.
Escrita por Duca Rachid, Júlio Fischer e Elisio Lopes Jr., com direção artística de Gustavo Fernández, a trama começa sob tempos de paz. O reino, que foi colônia portuguesa e reconquistou sua liberdade no fim do século XIX após guerra liderada por Cayman II (Welket Bungué), vive estabilidade ao lado da rainha Niara (Erika Januza) e da filha única, a princesa Alika (Duda Santos).
Mas uma profecia muda tudo. Para proteger a dinastia de um mal que se aproxima, Alika é prometida em casamento ao primeiro-ministro Jendal (Lázaro Ramos), homem de confiança do rei. Ambicioso, ele vê na união o caminho mais fácil para alcançar o poder.
A jovem, porém, não aceita o destino imposto. Ao interferir nos negócios que envolvem a exploração do tungstênio — principal riqueza de Batanga —, Alika convence o pai a romper com os ingleses e firmar acordo com comerciantes turcos, representados por Paxá Soliman (Marco Ricca) e seu filho Omar (Rodrigo Simas). A decisão acende o estopim da traição.
Com apoio inglês, Jendal dá um golpe, toma o trono e ordena a execução da família real. Para salvar os pais, Alika aceita o casamento com o vilão. A união não chega a ser consumada e a fuga se torna inevitável.
Durante a tentativa de escape, Cayman morre após um acidente, mas antes confia à filha a missão de recuperar o trono e revela o destino das duas: o Brasil. Niara e Alika conseguem embarcar rumo ao Rio Grande do Norte, enquanto Omar é capturado. Refugiadas no interior, elas passam a organizar, à distância, a resistência contra o novo rei.
A novela propõe uma narrativa afro-brasileira potente. “Enquanto narrativa afro-brasileira, acho que essa novela parte de um olhar situado no Brasil, mas construído de forma transversal. ‘A Nobreza do Amor’, nos vários encontros que provoca, acaba refletindo a multiplicidade das Áfricas através dos símbolos, dos trajes, da escultura, da geografia e da diversidade dos povos, afastando-se da ideia de um continente homogêneo”, afirma Welket Bungué.
Erika Januza também destaca a força simbólica da produção: “‘A Nobreza do Amor’ vai trazer muito do que a gente sempre sonhou em ver na televisão. O povo estava sedento por uma história como essa, que vai misturar nossa herança de África com a cultura nordestina. Muita gente vai se conectar”.
Romance, conspiração, ancestralidade e resistência política são os pilares da nova aposta das seis.
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