Romulo Estrela vai interpretar Fernando Collor em série sobre a morte de PC Farias
Produção da Prime Video também terá Nanda Costta, Bella Campos e deve contar com Otávio Müller no papel do ex-tesoureiro
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Romulo Estrela vai dar vida ao ex-presidente Fernando Collor de Mello em uma nova série da Prime Video sobre um dos crimes mais misteriosos e controversos da história recente do Brasil: o assassinato de PC Farias. A produção, que ainda não tem data de estreia, vai revisitar a morte do empresário e de sua namorada, Suzana Marcolino, encontrados sem vida em uma casa de praia em Alagoas, em junho de 1996.
A coluna apurou que Nanda Costta também está no elenco. A atriz interpretará a jornalista Ana Luiza Marcolino, irmã de Suzana, que, ao longo dos anos, questionou as circunstâncias da morte do casal e buscou respostas para o crime.
Outro nome previsto para a produção é Otávio Müller, que deve assumir o papel de Paulo César Farias, o PC Farias. Já Bella Campos está escalada para interpretar uma das mulheres que passaram pela vida do empresário.
Intitulada “Quem Matou PC Farias?”, a produção vai reconstruir os acontecimentos que cercaram o assassinato do ex-tesoureiro da campanha presidencial de Collor e de Suzana. A história promete mergulhar em um universo de traições, relações amorosas, drogas, disputas de poder e escândalos políticos que marcaram a trajetória do empresário.
PC Farias foi uma das figuras mais influentes e controversas do governo Collor. Responsável pelas finanças da campanha que levou o político à Presidência da República, em 1989, ele acabou no centro de denúncias de corrupção que contribuíram para o processo de impeachment do então presidente, em 1992.
Quatro anos depois, em 23 de junho de 1996, PC e Suzana foram encontrados mortos a tiros na casa de praia do empresário, em Maceió. Inicialmente, uma das versões apresentadas apontava que Suzana teria matado o namorado e cometido suicídio. A hipótese, porém, foi contestada por outras perícias e investigações.
O caso chegou a julgamento em 2013, quando os jurados reconheceram que os dois foram vítimas de homicídio, mas absolveram os quatro ex-seguranças acusados de envolvimento nas mortes. Mesmo após quase três décadas, a identidade dos responsáveis pelo crime permanece sem esclarecimento.
A série pretende justamente recuperar as diferentes versões apresentadas ao longo dos anos, os depoimentos conflitantes e as suspeitas que transformaram o caso em um dos maiores enigmas policiais e políticos do país.
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