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Substituto de Boninho explica mudanças no “Estrela da Casa”: “Ouvimos o público e nossos parceiros”

O diretor de gênero Rodrigo Dourado assumiu o reality show, que antes apostava em uma casa de convivência com provas pontuais de música e agora se transforma em um centro de formação artística

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*As informações contidas neste texto são de responsabilidade dos colunistas e não expressam necessariamente a opinião do portal LeoDias.

          A segunda temporada de “Estrela da Casa” estreia nesta segunda-feira (25) completamente repaginada. Se antes o reality da Globo apostava em uma casa de convivência com provas pontuais de música, agora o programa se transforma em um verdadeiro centro de formação artística, trazendo mais profissionalismo e foco no desenvolvimento dos participantes.

          A principal novidade é a presença de Michel Teló como mentor fixo, acompanhando os 14 competidores em todas as etapas. Na primeira edição, a mentoria era esporádica, feita por convidados; nesta, a ideia é ter uma figura constante que ajude a lapidar carreiras.

          As dinâmicas também mudaram radicalmente. Sai de cena a mistura de tarefas de convivência com pequenos desafios musicais e entra um calendário 100% dedicado à música: a “Prova do Jingle” às terças, o “Festival” às quintas, o “Dono do Palco” aos sábados e o “Duelo” aos domingos. Tudo pensado para colocar os participantes à prova como artistas completos.

          Outro ponto de virada é a forma de avaliação. Antes, o público apenas votava; agora, dá notas de 7 a 10, enquanto um júri técnico intervém nos festivais, podendo salvar um talento em risco. O resultado promete mais equilíbrio entre carisma popular e qualidade técnica.

          O diretor de gênero Rodrigo Dourado explica as mudanças: “Ouvimos o público, os nossos parceiros, conversamos internamente e fizemos mudanças importantes, aproveitando os alicerces do formato e trazendo camadas novas, como a gente traz sempre para todos os realities. A proposta deste ano é ter o ‘Estrela da Casa’ como o palco e holofote que faltavam na carreira de artistas que já vivem da música e querem aparecer para o Brasil todo. Teremos os ‘Festivais’, o show ‘Clássicos – Estrela da Casa’, os ‘Duelos’ e a ‘Visita dos Famosos’ garantindo quatro shows fixos semanalmente no reality. E na área do desenvolvimento, que é um outro foco importante que queremos dar, apesar de os cantores já terem uma estrada e um bom conhecimento, preparamos uma série de oficinas que vão ajudá-los na maratona de shows que eles vão ter que enfrentar”, detalha.

          Há ainda o inédito “Sextou”, momento semanal dedicado ao bem-estar vocal, físico e emocional dos participantes, e uma ampliação da cobertura multiplataforma: Lucas Lima comanda o “Palco Estrela da Casa” no Gshow, Dedé Teicher assume os bastidores no Multishow e o Globoplay passa a exibir 16 horas diárias ao vivo, das 10h às 2h.

          No fundo, o reality deixa de ser apenas uma disputa de popularidade para se posicionar como um laboratório artístico, aproximando-se do conceito de academias musicais internacionais. A aposta é clara: menos fofoca, mais música. Resta saber se o público — acostumado ao drama de convivência — embarcará nessa mudança de tom.

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