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“Rainha da Sucata”, de Silvio de Abreu, vale muito a pena ver de novo

A trama será reprisada a partir desta segunda-feira na Globo.

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“Rainha da Sucata”, novela escrita por Silvio de Abreu, volta à programação da TV Globo nesta segunda. Ambientada em São Paulo, a história retrata o universo dos novos-ricos e da decadente elite paulistana, contrapondo duas personagens: a emergente Maria do Carmo (Regina Duarte) e a socialite falida Laurinha Figueroa (Glória Menezes).

O elenco é de peso, assim como a direção do Jorge Fernando. Exibida originalmente entre 2 de abril e 26 de outubro de 1990, “Rainha da Sucata” é considerada uma das obras mais memoráveis da teledramaturgia brasileira.

Silvio de Abreu relembra alguns bastidores:

“A novela comemorava os 25 anos da Globo. Fiz a sinopse em um mês, porque a novela que viria, ‘Araponga’, do Dias Gomes, foi rejeitada. Tive que reescrever, a cinco dias da estreia, os primeiros 30 capítulos, que já estavam prontos, por causa do plano Collor. A novela estreou em meio a uma grande má vontade do público com a Globo, que havia apoiado a candidatura dele.”

Sobre a suposta disputa com a TV Manchete:

“A concorrência com Pantanal foi uma invenção da imprensa. As duas novelas nunca ocuparam o mesmo horário. Para atrapalhar Pantanal, que começava logo após Rainha da Sucata, a Globo aumentou o tempo dos capítulos, o que me obrigou a escrever dez páginas a mais por dia. Isso acabou virando um padrão para as novelas das nove, como temos até hoje.”

“Inesquecível, a personagem dona Armênia (Aracy Balabanian) se tornou um ícone: uma mãe superprotetora que controla a vida dos três filhos — Geraldo (Marcello Novaes), Gerson (Gerson Brenner) e Gino (Jandir Ferrari) —, a quem chama carinhosamente de ‘minhas filhinhas’”.

“Outro destaque foi o triângulo amoroso entre Adriana Ross (Claudia Raia), o gago Caio Szimanski (Antônio Fagundes, em papel cômico) e Nicinha (Marisa Orth)”.

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