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Greve na TV Justiça expõe crise trabalhista e coloca STF sob pressão

Profissionais paralisam atividades após atrasos salariais, problemas no FGTS e incertezas sobre futuro da operação

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Os profissionais da TV Justiça, Rádio Justiça e setores da Comunicação Institucional do Supremo Tribunal Federal iniciaram uma greve à 0h01 desta segunda-feira. O movimento é motivado por atrasos no pagamento de salários, tíquete-alimentação, depósitos do FGTS e outros direitos trabalhistas acumulados nos últimos meses.

A paralisação acontece poucos dias após uma reunião entre representantes do STF e cerca de 100 trabalhadores. No encontro, o tribunal apresentou medidas adotadas contra a Fundac, fundação responsável pela prestação dos serviços terceirizados, incluindo multas aplicadas pelo descumprimento de obrigações trabalhistas. Para os profissionais, porém, as providências anunciadas não oferecem garantias suficientes de que os débitos serão efetivamente quitados.

O principal temor da categoria envolve o encerramento do contrato da Fundac, previsto para 31 de julho. Os trabalhadores cobram do Supremo a reserva dos recursos ainda devidos à fundação para assegurar o pagamento de verbas rescisórias e demais direitos pendentes. Também existe preocupação quanto à capacidade financeira da entidade de honrar seus compromissos, especialmente diante de bloqueios judiciais que atingem suas contas.

A crise não é recente. Segundo os profissionais, problemas semelhantes já ocorreram em contratos anteriores envolvendo outras prestadoras de serviço. O histórico de atrasos, somado à sobrecarga de trabalho e à redução de equipes, teria provocado impactos diretos na saúde dos funcionários, incluindo casos de esgotamento profissional.

Outro ponto de tensão está na nova licitação para os serviços de comunicação do STF. A categoria teme redução significativa do número de vagas formais e avanço da pejotização, além de salários inferiores aos atualmente praticados. O receio é que a próxima contratação repita problemas que, segundo os trabalhadores, contribuíram para a situação atual.

Diante desse cenário, a greve surge como uma tentativa de pressionar por respostas concretas e garantias efetivas. Mais do que uma disputa contratual, o movimento expõe uma crise que já se arrasta há anos nos bastidores de um dos principais veículos públicos de comunicação do Judiciário brasileiro.

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