Carol Roberto celebra papel em musical sobre Tina Turner: “Ainda não caiu a ficha pra mim”
Aos 20 anos, atriz se torna a mais jovem alternante de Tina Turner nos teatros do mundo e fala sobre a intensidade de interpretar a lenda da música
A atriz e cantora Carol Roberto vive um momento marcante na carreira. Aos 20 anos, ela estreou como alternante de Tina Turner no espetáculo “Tina – Tina Turner O Musical”, em cartaz no Teatro Santander, em São Paulo. Ela se tornou a artista mais jovem do mundo a interpretar a lendária cantora nos palcos. Em entrevista exclusiva ao portal LeoDias, a artista falou sobre o desafio de dar vida à Rainha do Rock ‘n’ Roll e a emoção de representar a trajetória de uma das figuras mais influentes da música mundial.
“Confesso que ainda não caiu a ficha pra mim, porque viver Tina é todos os dias um privilégio. Poder contar sempre a história dessa mulher revolucionária, guerreira, incrível; então eu não poderia estar mais privilegiada e honrada. Deus é maravilhoso comigo o tempo todo! E viver isso com apenas 20 anos, é um presente!”, contou emocionada.
A oportunidade veio após uma série de testes realizados enquanto Carol ainda estava em cartaz em outros musicais. O momento da confirmação, segundo ela, foi inesquecível. “Depois de uma série de testes, eu finalmente recebi o meu tão sonhado e amado SIM!”, relembrou, citando que na época estava em cartaz no musical “Meninas Malvadas” e “Dreamgirls”.
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Para interpretar a cantora, conhecida por sua energia explosiva no palco, Carol contou que a preparação exige uma rotina intensa de cuidados físicos e vocais. Nos dias de apresentação, ela mantém um ritual disciplinado antes de entrar em cena. “Para viver a Tina, exige muito da gente fisicamente, vocalmente e mentalmente. Em dias de vivê-la, eu acordo cedo, tomo um café da manhã reforçado e vou treinar. Canto na esteira e tudo, depois tomo banho, como um almoço caprichado, faço meus exercícios vocais (vários) e vou pro teatro. Sempre chego uma hora mais cedo, começo a me preparar pra me conectar com a Tina”, explicou. Além de toda a preparação corporal e vocal, ela se conecta no sentido espiritual: religiosa, faz orações e pede proteção antes de começar a peça.
Além da exigência física da performance, o espetáculo também exige agilidade nos bastidores. Segundo Carol, as trocas de figurino e peruca acontecem em poucos segundos. “Tenho uma troca que é de praticamente 20 segundos pra figurino, sapato e peruca! Enfim, todas as trocas da Tina são rápidas, não saio do palco em nenhum momento”, revelou.
Para construir a personagem, a atriz mergulhou na história da artista americana, estudando diferentes materiais sobre sua vida e carreira. “Durante o estudo, eu li um dos livros dela, vi o documentário, trechos do filme com a Angela. Assisti muito a Tina em vídeos, clipes e tudo. E com certeza observei e aprendi muito com a nossa Tina maravilhosa Analu Pimenta, uma artista que me inspiro muito”, contou. Analu é a intérprete principal da cantora e Carol entra em cena em seu lugar em determinadas sessões, quando a titular não se apresenta.
No palco, Carol destaca que o maior desafio é transmitir todas as camadas emocionais da trajetória de Tina Turner, desde os momentos mais difíceis até o sucesso mundial. “Interpretar essa mulher vivendo a maternidade, o lugar da agressão física, os shows, as experiências. É um grande desafio e privilégio ao mesmo tempo, é fazer com que as pessoas sintam todas as emoções que a Tina sente na peça do começo ao fim e enxerguem ela do nada até a glória e sua vitória”, destacou.
Mesmo com uma carreira já marcada por produções importantes, como “Hairspray”, “Dreamgirls”, “Meninas Malvadas” e “Marrom – O Musical de Alcione”, a atriz ainda tem muitos sonhos artísticos. “No teatro musical eu tenho de dreamrole a Elphaba e a Dorothy de ‘The Wiz’; e no audiovisual eu gostaria de interpretar uma vilã! Seria incrível e um sonho”, revelou. A clássica história criada por L. Frank Baum, “O Mágico de Oz”, ganhou inúmeras versões teatrais e cinematográficas ao longo do século XX. No Brasil, o espetáculo também conquistou forte popularidade, especialmente com montagens grandiosas dirigidas por Billy Bond, cuja produção estreou em 2003 e foi considerada uma das primeiras grandes superproduções do gênero no país. Hoje, o sucesso está em “Wicked”, com Fabi Bang e Myra Ruiz.
Com uma trajetória que inclui participações no cinema, televisão e dublagem, além de ter sido semifinalista do “The Voice Kids Brasil 2019”, Carol afirmou que novos projetos já estão no horizonte. “Como eu sempre digo, aguardem”, brincou. “Depois de Tina, tenho alguns projetos previstos e estou sempre estudando, aprendendo e me dedicando ao que amo fazer”. A artista também deu vida à personagem Milena nos cinemas em “Turma da Mônica Jovem” e, mais recentemente, emocionou o Brasil no especial “Sinfonia de Natal” da Globo, interpretando a filha do cantor Péricles.
Criado em Londres e sucesso internacional desde 2018, “Tina – Tina Turner O Musical” conta a história da artista que superou obstáculos pessoais e profissionais para se tornar uma das maiores estrelas da música. Com sucessos como “The Best”, “What’s Love Got to Do with It?” e “Private Dancer”, o espetáculo celebra o legado da cantora vencedora de 12 prêmios Grammy e sua trajetória de superação, coragem e transformação.
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