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Megafusão: acionistas aprovam compra da Warner Bros. pela Paramount

Transação bilionária unirá marcas como HBO Max, CNN e Paramount+, mas ainda depende da aprovação de órgãos reguladores nos EUA e na Europa

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          A fusão que promete reescrever as regras do jogo na indústria do entretenimento acaba de dar um passo inédito. Nesta quinta (23/4), a grande maioria dos acionistas da Warner Bros. Discovery deu o sinal verde para que a empresa seja vendida à Paramount após a Netflix sair do negócio.

          A transação astronômica é avaliada em cerca de US$ 111 bilhões (aproximadamente R$ 551 bilhões), já contabilizando as dívidas. Com a aprovação, a negociação encabeçada pela Skydance, controladora da Paramount, coloca gigantes como HBO Max, CNN e franquias bilionárias sob o mesmo guarda-chuva de marcas de peso, como CBS e Paramount+.

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          Compra da Warner Bros. foi disputada por gigantesCréditos: Reprodução Pexels e YouTube
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          Compra da Warner Bros. é disputada pela Netflix e pela ParamountCrédito: Reprodução
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          Warner Bros.Crédito: Pexels

          O caminho até esse “sim” teve ares de um roteiro dramático, já que meses atrás, a diretoria da Warner chegou a rejeitar as investidas da Paramount, priorizando fechar negócio com a Netflix. Em resposta, a empresa de David Ellison partiu para uma oferta hostil direta aos investidores, cobrindo as cifras da concorrência e forçando a concorrente a abandonar a disputa.

          Agora na liderança, o empresário tenta acalmar os ânimos do setor garantindo que o compromisso com o cinema continua firme. Na última edição da CinemaCon, ele prometeu lançar cerca de 30 filmes anuais pelas duas marcas e manter uma janela de exclusividade de 45 dias nas telonas antes da ida para o streaming.

          Apesar da vitória nos bastidores corporativos, o clima em Hollywood e em Washington é de alerta total. Profissionais do audiovisual, incluindo atores e diretores, temem que a união de dois dos cinco maiores estúdios tradicionais resulte em demissões em massa, menos diversidade criativa e aumento nos preços das assinaturas.

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