Primeira artista trans a ganhar o Grammy Latino, Liniker reflete sobre a conquista
Capa da revista Glamour, cantora falou como lida com a dimensão da vitória na premiação musical
Na próxima quarta-feira (17/9), a Academia Latina de Gravação divulgará os indicados ao Grammy Latino. Liniker, primeira artista trans a vencer o prêmio, é capa da edição deste mês da revista Glamour e falou como lida com a dimensão da conquista. Em 2022, ela recebeu o troféu de Melhor Álbum de Música Popular Brasileira pelo disco “Indigo Borboleta Anil”.
Para Liniker, que estampa uma das capas (as outras são com Duda Beat, Manu Gavassi e Duquesa), a vitória tem também um significado político: “É um demarcador simbólico de como ainda precisamos provar nossa existência para sermos qualificadas como boas no que fazemos”, contou.
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A cantora destacou que sua vitória causou impacto, mudou seu trabalho e, principalmente, a forma como ele passou a ser visto. “A academia me validou”, afirmou. Ela ressaltou ainda que concorria com “medalhões da música brasileira”, que sempre foram referências, como Marisa Monte, Caetano Veloso e Ney Matogrosso.
No entanto, Liniker frisou que, apesar da felicidade por ter sido a primeira mulher trans a vencer o prêmio, espera não ser a única a alcançar a conquista: “Por mais que eu fique feliz por ter sido pioneira, também torço para que não seja a única. Outros discos de pessoas trans foram lançados depois do meu e ainda não venceram”, finalizou.
Além disso, Liniker lançou um novo projeto em 2024, o “Caju”, que pode concorrer ao Grammy Latino 2025. A cantora não revelou se submeteu o trabalho à votação da academia, mas fãs aguardam com ansiedade o anúncio das indicações.
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