Sequência de “O Grinch” é confirmada com Jim Carrey e Ron Howard
Mesmo após enfrentar ataques de pânico e precisar de treinamento contra tortura em 2000, o comediante está em negociações para viver o ranzinza verde novamente
Quem diria que a criatura verde mais rabugenta e amada do cinema poderia dar as caras novamente? Duas décadas após o sucesso estrondoso nas bilheterias, a Universal e a Imagine Entertainment confirmaram que estão desenvolvendo uma sequência para o clássico “O Grinch“, lançado em 2000.
A grande surpresa para os fãs é que Jim Carrey está em negociações avançadas para reprisar o papel icônico, um verdadeiro choque para quem conhece o pesadelo que o astro viveu nos bastidores do primeiro longa. Segundo informações do Hollywood Reporter, além da provável volta do protagonista, a nova aventura natalina deve contar com o retorno de Ron Howard na cadeira de diretor.
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Ron também assinará a produção ao lado de seu parceiro Brian Grazer. Para construir o novo enredo, o estúdio convocou um trio de roteiristas experientes: Alec Berg, Jeff Schaffer e David Mandel (os mesmos por trás da adaptação de “O Gato”, de 2003).
A aposta no retorno do live-action faz todo o sentido financeiro. Além de ter faturado US$ 345 milhões na época de seu lançamento, o filme se recusa a envelhecer. Nas plataformas de streaming, a produção continua sendo um fenômeno absoluto nas festas de fim de ano, chegando a desbancar a animação de 2018 nas métricas de visualizações recentes.
Trauma superado? O pesadelo da maquiagem de Jim Carrey
A possível volta de Jim Carrey chama a atenção do público justamente pelos traumas profundos que o personagem lhe causou. O trabalho primoroso que rendeu um Oscar de Melhor Maquiagem à produção original era, na verdade, uma “prisão” para o ator.
A caracterização demorava cerca de oito horas diárias e envolvia próteses que bloqueavam a respiração nasal dele, pelos que causavam alergias intensas e lentes de contato que feriam os olhos. O sofrimento foi tão pesado que o comediante chegou a ter ataques de pânico no estúdio.
No primeiro dia de gravação, Jim Carrey implorou para abandonar o projeto, oferecendo devolver o cachê de US$ 20 milhões (cerca de R$ 110 milhões atualmente). Para evitar um desastre e conseguir manter o protagonista no set, o diretor Ron Howard precisou apelar para uma solução extrema: contratou um especialista da Marinha, que treinava agentes da CIA, para ensiná-lo a resistir à tortura e ao confinamento.
Entre as técnicas de controle mental e muita música do Bee Gees para acalmar os ânimos, o ator entregou uma de suas atuações mais memoráveis.
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