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Warner Bros. rejeita oferta bilionária da Paramount e reforça acordo com Netflix

O conselho da Warner classifica a proposta da família Ellison como "ilusória" e sem garantias reais, preferindo a fusão com a Netflix

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          Mais uma reviravolta envolvendo a venda da Warner Bros. surpreendeu o mercado do entretenimento nesta quarta-feira (17/12). O conselho de administração do estúdio rejeitou formalmente a proposta de compra feita pela Paramount Skydance, liderada por David Ellison, no valor de US$ 108 bilhões (aproximadamente R$ 595 bilhões).

          Segundo informações da revista Variety, essa decisão reforça o acordo já firmado com a Netflix, que continua sendo vista como a melhor opção para o futuro da marca na visão dos executivos. A oferta da Paramount, que chegava a US$ 30 (cerca de R$ 165) por ação, foi classificada pela WBD como “inferior” e “ilusória”.

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          Crédito: Pexels
          Warner Bros.Crédito: Pexels
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          Netflix e Warner Bros.Crédito: Divulgação
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          Compra da Warner Bros. é disputada pela Netflix e pela ParamountFoto: Divulgação

          Para os diretores da Warner, a proposta não oferece garantias financeiras sólidas e apresenta riscos que podem desestabilizar a indústria cinematográfica. Por outro lado, o plano aprovado prevê que a Netflix adquira os estúdios, a HBO e a plataforma HBO Max por US$ 27,75 (aproximadamente R$ 153) por ação.

          Embora o valor nominal seja menor que o da Paramount, a empresa argumenta que a estrutura do negócio é muito mais segura. O cronograma estabelece que a venda ocorra após a separação da Discovery Global, que engloba os canais de TV, prevista para o terceiro trimestre de 2026.

          Segundo o conselho, o pacote “Netflix + Discovery Global” entregará um valor real superior aos acionistas em comparação com a promessa em dinheiro da família Ellison. A recusa da Warner Bros. foi acompanhada de duras críticas à transparência da Paramount Skydance.

          Falta de garantia

          O estúdio alega que David Ellison, da Paramount, enganou os acionistas ao afirmar que a oferta contava com o apoio total da fortuna de seu pai, Larry Ellison, fundador da Oracle. Em vez de um compromisso firme, o financiamento estaria atrelado a um “fundo revogável” opaco, cujos ativos podem ser alterados a qualquer momento.

          A meta da Paramount de economizar US$ 9 bilhões com a fusão foi vista com receio, já que cortes dessa magnitude “tornariam Hollywood mais fraca, e não mais forte”. A Warner ainda destacou que a proposta não é um contrato vinculativo, podendo ser alterada ou cancelada unilateralmente antes da conclusão.

          A disputa também ganhou contornos geopolíticos, pois a oferta do executivo contava com investimentos de fundos soberanos da Arábia Saudita e do Catar, o que levantou alertas de segurança nacional nos Estados Unidos. Mesmo após a retirada desses investidores, os executivos mantiveram cautela.

          O presidente Donald Trump, que tem proximidade com a família Ellison, entrou na discussão ao indicar que o governo acompanhará de perto a revisão do negócio. Recentemente, o líder norte-americano chegou a criticar nas redes sociais o tratamento que recebeu da CBS, propriedade da Paramount, levantando dúvidas sobre sua “amizade” com o conglomerado.

          O CEO da Netflix, Ted Sarandos, comemorou a decisão, afirmando que a união com a Warner será “pró-consumidor, pró-inovação e pró-criador”.

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