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A pressão: João Fonseca e os desafios de jovens atletas em grandes torneios

O brasileiro passou mal durante a estreia no US Open, mas venceu. Episódios como esse refletem a tensão enfrentada por atletas em início de carreira diante de altas expectativas

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          João Fonseca estreou na chave principal do US Open vencendo Miomir Kecmanovic por 3 sets a 0 (7/6(3), 7/6(5) e 6/3), mas a vitória teve momentos dramáticos. No terceiro set, o jovem brasileiro passou mal, foi atendido pelos médicos e chegou a vomitar em quadra, permanecendo na partida até o fim.

          Em entrevista após o duelo, Fonseca explicou o episódio: “Primeira rodada, estreia, estava um pouco mais nervoso que o normal. No terceiro set ainda vomitei e voltei. Estava me sentindo mal. Apesar de não ter jogado meu melhor tênis, consegui ter uma postura boa, ser positivo, ir bem com meus saques. Estou muito feliz com o jogo.”

          Veja as fotos

          Reprodução/JoaoFonseca
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          Reprodução/joaoffonseca
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          O tenista, que chegou à terceira rodada em Wimbledon e Roland Garros nesta temporada, já havia enfrentado situações semelhantes. Em março, durante a estreia no Miami Open contra Learner Tien, passou mal e precisou de atendimento médico, mas venceu a partida por 2 sets a 1. Fonseca atribuiu o mal-estar à tensão e à expectativa de se destacar em torneios importantes.

          Jovens talentos e a pressão da carreira

          O episódio de Fonseca não é isolado. Atletas em início de carreira frequentemente enfrentam situações de estresse intenso, principalmente em estreias de torneios de grande porte. A combinação de expectativa própria, pressão de familiares, patrocinadores e mídia, além do peso de representar o país, pode gerar reações físicas e psicológicas intensas.

          No tênis, exemplos de mal-estar em estreias ou momentos decisivos incluem Rafael Nadal, que em seus primeiros Grand Slams relatou dificuldade em controlar a ansiedade, e Naomi Osaka, que admitiu sentir náusea e ansiedade antes de partidas importantes. Outros esportes também registram fenômenos semelhantes: jogadores de futebol jovem às vezes passam mal em estreias de campeonatos ou decisões de torneios internacionais, como o famoso caso do Ronaldo Fenômeno antes de final da Copa de 1998, o qual ele convulsionou.

          Outros casos de mal-estar por pressão

          João Fonseca não é o único atleta a enfrentar mal-estares físicos devido à pressão. Em janeiro de 2024, o britânico Jack Draper vomitou em quadra após uma vitória no Australian Open, atribuindo o incidente ao esforço físico intenso . Além disso, no GP do Catar de Fórmula 1 de 2023, o piloto francês Esteban Ocon correu por 42 voltas com vômito no capacete, devido ao calor extremo e ao desgaste físico .

          O impacto da pressão e as estratégias de superação

          Psicólogos do esporte destacam que episódios de mal-estar, como o de Fonseca, podem estar ligados à resposta do corpo à tensão acumulada. Sintomas como náusea, suor excessivo e tremores são comuns diante de situações de alta expectativa. A diferença entre superação e colapso muitas vezes depende da preparação mental, apoio da equipe técnica e capacidade do atleta de canalizar a ansiedade em foco competitivo.

          João Fonseca tem mostrado maturidade nesse aspecto: mesmo diante de mal-estar, mantém consistência no desempenho e aproveita oportunidades de crescimento em torneios de elite. Sua trajetória evidencia como jovens atletas podem transformar pressão em aprendizado, e como cada episódio difícil contribui para a construção da carreira.

          Lições para o esporte jovem

          O caso de Fonseca evidencia a necessidade de atenção especial à saúde mental e emocional de atletas em início de carreira. O acompanhamento psicológico, o preparo físico e a gestão da expectativa tornam-se tão importantes quanto o treino técnico e tático. O sucesso, muitas vezes, não é apenas vencer partidas, mas também aprender a lidar com o peso da responsabilidade e da visibilidade.

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