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Após anulação do processo, Justiça argentina retoma julgamento da morte de Maradona

A equipe médica volta ao banco dos réus em novo processo que reúne dezenas de testemunhas e pode levar a penas de até 25 anos de prisão na Argentina

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          A Justiça da Argentina retomou, nesta terça-feira (14/4), o julgamento sobre a morte de Diego Armando Maradona, ídolo do futebol mundial que morreu em 2020, aos 60 anos. O novo processo ocorre após a anulação do julgamento anterior, interrompido em maio de 2025, com o afastamento da juíza Julieta Makintach.

          ASSISTA AO “ATUALIZA JÁ ESPORTE” DE HOJE (14/04)

          A decisão de reiniciar o caso obriga a reapresentação de provas e a oitiva novamente de testemunhas no Tribunal Oral en lo Criminal Nº 7 de San Isidro, localizado na região de Buenos Aires. Ao todo, 92 pessoas devem prestar depoimento, incluindo familiares do ex-jogador e integrantes de seu círculo próximo.

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          Maradona e "a mão de Deus" em 1986Crédito: Reprodução
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          Filha e ex-esposa de MaradonaReprodução / X
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          Julgamento sobre a morte de MaradonaReprodução / X

          Sete profissionais da equipe médica que acompanhava Maradona no período de sua morte respondem por homicídio simples com dolo eventual. Estão entre os acusados o médico Leopoldo Luque, a psiquiatra Agustina Cosachov, o psicólogo Carlos Ángel Díaz, além de outros profissionais responsáveis pelo acompanhamento clínico e pela coordenação dos serviços de saúde.

          O julgamento é conduzido pelos juízes Alberto Gaig, Alberto Ortolani e Pablo Rolón. Caso condenados, os réus podem receber penas que variam de 8 a 25 anos de prisão.

          Uma oitava envolvida, a enfermeira Dahiana Gisela Madrid, será julgada separadamente por um júri popular, em data ainda a ser definida.

          O processo original havia sido interrompido após dois meses de audiências, quando veio à tona o envolvimento da então juíza Julieta Makintach na gravação de um documentário não autorizado sobre o caso, o que levou à sua renúncia e à invalidação do julgamento.

          Maradona morreu em 25 de novembro de 2020, vítima de insuficiência cardíaca, enquanto se recuperava em casa de uma cirurgia para retirada de um coágulo no cérebro. Durante o julgamento anterior, promotores apontaram falhas nos cuidados médicos e classificaram o ambiente de recuperação como inadequado.

          A defesa dos profissionais nega qualquer responsabilidade e sustenta que a morte foi consequência de problemas de saúde preexistentes.

          Com a retomada do processo, acusação e defesa deverão reavaliar estratégias diante da reapresentação de provas, que incluem registros audiovisuais e laudos periciais já utilizados na fase anterior do julgamento.

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