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Arrascaeta diz ter dificuldade com o Uruguai e revela afinidade com estilo da Seleção Brasileira

Meia afirmou que características históricas do jogo do Brasil favorecem seu rendimento e relatou adaptação complexa ao modelo adotado pela Celeste ao longo dos anos

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          Camisa 10 da seleção uruguaia, Giorgian De Arrascaeta falou abertamente sobre as dificuldades que enfrenta ao defender o seu país e surpreendeu ao afirmar que seu estilo de jogo se encaixaria melhor na seleção brasileira. A declaração foi dada durante participação no podcast 10 & Faixa, apresentado pelo ex-jogador Diego Ribas.

          Ao contextualizar sua fala, o meia explicou que a questão não passa por identificação nacional, mas por características táticas e históricas do futebol praticado por cada seleção. Segundo Arrascaeta, o modelo de jogo tradicional do Brasil favorece atletas com perfil mais técnico e criativo, enquanto o estilo uruguaio impõe desafios maiores a jogadores de sua posição.

          Veja as fotos

          Crédito: Reprodução Flamengo
          Arrascaeta durante treinamento do Flamengo, na Flórida (EUA)Crédito: Reprodução Flamengo
          Arrascaeta (Reprodução)
          Arrascaeta (Reprodução)
          Reprodução
          Reprodução

          “(Pelo) meu estilo de jogo, eu me encaixo mais na seleção brasileira do que na seleção do Uruguai, pelas características de jogo que o Brasil sempre teve”, afirmou o jogador no primeiro trecho da entrevista.

          Na sequência, Arrascaeta detalhou os aspectos que, segundo ele, tornam o desempenho mais difícil quando atua pela Celeste. O meia citou o foco defensivo, a intensidade física e o jogo de contato como fatores determinantes, além de mencionar o atual comando técnico de Marcelo Bielsa.

          “O Uruguai é um time mais defensivo, aguerrido, muito contato físico, contra-ataque, a gente quando está lá sofre muito, agora com Bielsa também. Fisicamente estou bem, pude me preparar melhor para essa etapa”, explicou.

          O jogador também relembrou períodos anteriores na seleção uruguaia, especialmente durante o ciclo comandado por Óscar Tabárez, quando, segundo ele, o modelo de jogo exigia ainda mais fisicamente dos atletas com características semelhantes às suas.

          “No passado, com Óscar Tabárez, era mais difícil, pois era um jogo de contato, ida e volta, acabava sofrendo bastante, não só eu, mas quem jogava nessa posição com as minhas características”, completou.

          Convocado pela primeira vez para a seleção uruguaia em 2014, Arrascaeta soma participações nas Copas do Mundo de 2018 e 2022 e se prepara para disputar o torneio pela terceira vez, em 2026. Mesmo diante das dificuldades relatadas, o meia segue como peça frequente nas convocações e mantém papel de protagonismo técnico dentro do elenco da Celeste.

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