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Cássio, do Cruzeiro, desabafa sobre dificuldade para matricular filha autista em escolas

O goleiro, ex-Corinthians, é pai de Maria Luiza, de sete anos, diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA)

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        O goleiro Cássio, do Cruzeiro, desabafou, nesta sexta-feira (22/8), sobre a dificuldade em matricular a filha em escolas de Belo Horizonte, em Minas Gerais, onde a família reside. O arqueiro, que utilizou as redes sociais para falar sobre o tema, é pai de Maria Luiza, de sete anos, diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

        De acordo com ele, a recusa se repete em quase todas as instituições buscadas: “A resposta quase sempre é a mesma: ela não é aceita”. O motivo para a negativa seria a pessoa que acompanha a menina desde os dois anos, quando a família vivia em São Paulo. À época, o atleta era contratado do Corinthians.

        Veja as fotos

        Marco Galvão/Cruzeiro
        Cássio, do Cruzeiro, lamenta dificuldade para matricular filha autista em escolasMarco Galvão/Cruzeiro
        Cássio voltou à Neo Química Arena após mais de uma década de Corinthians. Marco Galvão/Cruzeiro
        brasileirão Cássio voltou à Neo Química Arena após mais de uma década de Corinthians.Cássio voltou à Neo Química Arena após mais de uma década de Corinthians. Marco Galvão/Cruzeiro
        Reprodução/Mateus Bonomi
        Reprodução/Mateus Bonomi
        Reprodução
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        Cássio é apresentado no Cruzeiro. Foto: Reprodução
        Cássio é apresentado no Cruzeiro. Foto: Reprodução

        “Essa profissional conhece a Maria profundamente, tem a confiança dela e poderia ajudá-la dentro de sala sem atrapalhar em nada o andamento das atividades. Mesmo assim, as escolas não aceitam essa ajuda”. Nem mesmo a ida de Cássio e a esposa, Janara Sack, às escolas, mudaram o panorama.

        A única exceção na busca familiar foi a atual escola da menina: “Se não fosse essa, a Maria simplesmente não teria como estudar em Belo Horizonte. “O mais triste é ouvir isso justamente de escolas que se apresentam como ‘inclusivas’, que dizem aceitar todos os tipos de crianças. A realidade, no entanto, é bem diferente”, lamentou.

        “Como pai, ver sua filha rejeitada simplesmente por ser autista é algo que corta o coração. Inclusão não é só palavra bonita em propaganda, é atitude. E ainda estamos muito longe de viver isso de verdade”, finalizou Cássio, que revelou o diagnóstico de TEA de Maria em 2022, após uma reunião com a torcida “Autistas Alvinegros”, do Corinthians.

        Desde então, o goleiro passou a atuar em favor dos direitos de pessoas autistas. Já no clube da capital mineira, ele posou com fotos com a torcida “Autistas Cruzeirenses”. Além disso, ele costuma utilizar luvas com um quebra-cabeça, o principal símbolo do autismo.

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