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Com Chelsea em primeiro, clubes ingleses aparecem entre os mais valiosos do mundo

Flamengo, Palmeiras e Botafogo são os únicos brasileiros no Top-100

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        Os clubes ingleses dominam a lista dos clubes mais valiosos do mundo. O estudo foi divulgado na última quarta-feira (17/9) pelo edição 513 do Weekly Post do CIES (Observatório do Futebol). O Chelsea aparece em 1o, com elenco estimado em 1.314 bilhões de euros, dos quais 134 milhões. Em seguida, Manchester City (1,128 bi), Manchester United (1,071 bi), Liverpool (1,065 bi), Arsenal (1,001 bi) e Tottenham (974 milhões).

        Nenhum clube fora da Inglaterra investiu mais de um bilhão para montar seu elenco, com um máximo de 873 milhões de euros para o Paris Saint-Germain, campeão da Liga dos Campeões (7º, logo à frente do Real Madrid, com 854 milhões de euros, e o Atlético de Madrid, em 10º com 572 mi). O Al-Hilal lidera o ranking de clubes não europeus (451 milhões de euros, 19º).

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        Chelsea anuncia oficialmente Estêvão, ex-Palmeiras: "Um dos maiores clubes do mundo"Reprodução/x: @chelsea
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        Pep Guardiola é treinador do Manchester CityReprodução/Instagram: @city

        “O Chelsea é um exemplo claro de como uma estrutura empresarial no futebol pode acelerar conquistas. O clube passou a pensar o futebol com lógica de projeto: scouting, base forte, elenco competitivo e metas de performance — tudo planejado e executado com precisão”, comenta Claudio Fiorito, presidente da P&P Sport Management Brasil.

        O levantamento feito pelo CIES considera os valores pagos por contratações, incluindo bônus e empréstimos, o que reforça que os clubes europeus, especialmente os ingleses, priorizaram aquisições de alto custo. Quem foge à regra é o Chelsea, primeiro da lista, que apostou em perfis que foram desde revelações em seus clubes de origem, caso de Estevão, do Palmeiras, até estrelas consolidadas no mercado.

        “As assimetrias de informação e avaliações subjetivas da performance de atletas vão se reduzindo gradativamente ao longo dos anos, e as estimativas de quais elencos são os mais valiosos, vão cada vez mais convergir para os elencos cuja formação custou mais para seus clubes. O jogo tem um componente de imprevisibilidade enorme, mas a previsibilidade sobre o que cada atleta pode oferecer em um conjunto de muitos jogos é cada vez maior. “O rio corre pro mar”, indica Thiago Freitas, COO da Roc Nation Sports no Brasil.

        Apenas três clubes brasileiros aparecem no Top-100 elencado pela pesquisa: o Flamengo, na 54a. Posição, com elenco avaliado em 192 milhões de euros; o Palmeiras, em 63o com 175 mi de euros, e o Botafogo, em 73o, com 122 mi de euros.

        Em comparação com a mesma data do ano passado, os valores comprometidos pelos dez clubes que mais investiram em taxas de transferência para construir seus atuais elencos principais aumentaram 15% (de 8,44 bilhões para 9,67 bilhões), e os dos 100 primeiros em 12% (de 26,23 bilhões para 29,42 bilhões). Essa evolução está diretamente ligada ao recorde de gastos com transferências registrado em 2025.

        “Os dados também reforçam a distância entre os clubes europeus e sul-americanos, e o crescimento de quem vem de fora do eixo – como o Al-Hilal. Ainda que haja a presença de três brasileiros e os valores venham aumentando, o mesmo tende a acontecer com o fosso entre o lado de cá e de lá do oceano”, aponta Alexandre Mota, diretor criativo da agência End to End.

        “O Chelsea é um clube que compra jogadores de altíssimo valor, tanto jovens promissores quanto atletas maduros já provados nas grandes Ligas. O Al Hilal adquire atletas com valor de mercado estável ou em declínio pela idade, o que faz com que o valor gasto nas contratações seja significativamente maior que esse valor de mercado atribuído”, aponta Alexandre Vasconcellos, gerente regional da Flashscore no Brasil.

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