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Depois da virada, desafio maior: Brasil vai ter que quebrar tabu incômodo contra Noruega

Classificação sobre o Japão encerrou um tabu de 24 anos em Copas, mas coloca a Seleção diante de um novo teste histórico contra uma Noruega que jamais foi derrotada pelos brasileiros

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          A classificação do Brasil para as oitavas de final da Copa do Mundo trouxe mais do que o alívio pela vitória de virada sobre o Japão. O triunfo por 2 a 1 encerrou um jejum que durava desde 2002, quando a Seleção havia conseguido sua última virada em um confronto eliminatório de Mundial. Agora, porém, o caminho reserva um desafio de natureza diferente: pela frente estará a Noruega, única seleção que enfrentou o Brasil mais de uma vez e jamais saiu derrotada.

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          O peso histórico do confronto vai além da vaga nas quartas de final. A Noruega é a única seleção da história que enfrentou o Brasil mais de uma vez — foram quatro partidas — e jamais saiu derrotada. Nem campeãs mundiais como Alemanha, Itália, Argentina, França ou Espanha conseguiram manter uma invencibilidade semelhante diante da Seleção em confrontos repetidos. Os noruegueses acumulam duas vitórias e dois empates, incluindo o triunfo por 2 a 1 na Copa do Mundo de 1998, resultado que ainda figura entre os capítulos mais marcantes da história da equipe nórdica.

          Veja as fotos

          Reprodução: X/@nff_landslag
          “Remada Viking” na Copa do Mundo de 2026 no jogo de Noruega contra SenegalReprodução: X/@nff_landslag
          Noruega deu show em Milão e se garantiu na Copa do Mundo de 2026 após quase 30 anos / Reprodução: Instagram: @herrelandslaget
          Noruega deu show em Milão e se garantiu na Copa do Mundo de 2026 após quase 30 anos / Reprodução: Instagram: @herrelandslaget
          Divulgação: CBF
          Casemiro e Gabriel Martinelli marcaram os gols da Seleção BrasileiraDivulgação: CBF

          Os demais confrontos aconteceram em amistosos. Em 1988, empate por 1 a 1. Em 1997, vitória norueguesa por 4 a 2. Já em 2006, novo empate, novamente por 1 a 1. Desde então, as equipes nunca mais se enfrentaram.

          Mais do que os números, o confronto reúne características que aproximam o cenário das últimas eliminações brasileiras em Copas do Mundo. Nas edições de 2018 e 2022, o Brasil caiu diante de seleções europeias organizadas coletivamente, fortes fisicamente e com jogadores de alto nível atuando nas principais ligas do continente. Bélgica e Croácia chegaram aos confrontos sem o peso histórico de campeãs mundiais recentes, mas sustentadas por elencos competitivos e propostas táticas consistentes.

          A Noruega chega ao mata-mata carregando justamente esse perfil. A equipe reúne atletas consolidados nas principais ligas da Europa, aposta em uma defesa compacta, linhas altas e intensidade física durante os 90 minutos. Individualmente, conta com nomes como Erling Haaland e Antonio Nusa, dois dos principais destaques do futebol europeu na atualidade, capazes de decidir partidas em poucos lances.

          O adversário também representa um degrau diferente daquele enfrentado nos 16 avos. O Japão fez campanha consistente na fase de grupos, mostrou organização tática e vendeu caro a derrota para o Brasil. Ainda assim, o contexto histórico e técnico da Noruega amplia o grau de dificuldade para a equipe comandada por Carlo Ancelotti.

          Agora, o desafio passa a ser outro. Além de tentar manter vivo o sonho do hexa, a Seleção buscará quebrar um tabu que atravessa toda a história do confronto diante da Noruega. Caso avance às quartas de final, o Brasil não apenas encerrará a invencibilidade do rival no histórico do duelo, mas também superará uma seleção europeia de alto nível em um mata-mata de Copa após 24 anos, em um cenário que marcou as eliminações brasileiras nas duas últimas edições do torneio.

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