Crise à vista? Com possível saída de CR7 e Benzema trocando de time, liga saudita perde força
Clubes reclamam de favorecimento ao Al-Hilal, novo time de Benzema, enquanto fundo soberano deve diminuir investimentos no futebol. Cristiano Ronaldo se recusou a jogar pelo Al-Nassr
Nos últimos anos, o mundo do futebol conviveu com a ida de grande estrelas ao futebol da Arábia Saudita. Nomes como Cristiano Ronaldo, Neymar, Benzema, Kanté, Sadio Mané e Mahrez deixaram seus postos de idolatria em grandes clubes europeus para ganhar cifras milionárias (às vezes até bilionárias) em clubes sauditas.
No entanto, na última semana, uma ruptura passou a ser vista: dois dos principais craques da liga se recusaram a jogar pelos seus times: Cristiano Ronaldo (Al-Nassr) e Benzema (Al-Ittihad). O francês, inclusive, chocou o futebol daquele país ao anunciar sua transferência para um rival direto: o Al-Hilal. O Portal LeoDias Esportes foi atrás de entender o que está acontecendo com a liga que há alguns anos parecia furar a hegemonia do futebol europeu.
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O dinheiro secou?
De certa forma, sim. É importante saber que o aumento nos investimentos do futebol saudita foram motivados por uma injeção de capital do fundo soberano administrado pelo governo da Arábia Saudita (PIF) em alguns dos principais clubes do país: o Al-Hilal; Al-Nassr; Al-Ittihad e o Al-Ahli. Com o passar dos anos, alguns outros clubes da 1º divisão nacional passaram a receber outros investimentos também, mas, em geral, o quarteto seguiu na frente em investimentos. Com a injeção de capital, as equipes passaram a frente e contrataram grandes estrelas do futebol mundial, já citados anteriormente neste texto.
Os investimentos no esporte, que vão além da liga saudita, passam por uma estratégia do governo saudita de “limpar” a imagem do país, que possui um notório histórico de desrespeito aos direitos humanos e cerceamento de liberdade individual e de imprensa, por meio do futebol. Dentro do planejamento também está a realização da Copa do Mundo no país, confirmada para 2034 pela FIFA.
No entanto, no começo deste ano, 2026, o governo da Arábia Saudita, comandado pelo príncipe Mohammed bin Salman, iniciou um corte nos investimentos do fundo soberano. Com prejuízos recentes, os sauditas agora vão passar a priorizar o investimento em outros setores estratégicos para o país. Com isso, o futebol deve sofrer uma queda nos valores repassados, obrigando clubes a remanejarem investimentos.
Caso Benzema e CR7 se recusa a entrar em campo
Na última semana, o francês Karim Benzema se recusou a jogar uma partida pelo Al-Ittihad após receber uma oferta de renovação contratual considerada “desrespeitosa”. O clube ofereceu zerar o salário do francês, mantendo ganhos apenas com 100% de direitos de imagem faturados pela equipe saudita.
Não demorou muito para que o Al-Hilal, um dos maiores rivais do Al-Ittihad, oferecesse uma proposta vantajosa e tirasse Karim Benzema de sua equipe. O fato gerou uma onda de críticas, uma vez que os outros clubes administrados pelo fundo soberano (incluindo o próprio Ittihad) vem sofrendo cortes de investimentos, enquanto o Al-Hilal não ter sofrido impactos imediatos.
O possível favorecimento ao novo time de Benzema, inclusive, foi um dos motivos que levou Cristiano Ronaldo a entrar em rota de colisão com o fundo soberano da Arábia Saudita. Símbolo do projeto e primeiro estrela contratada na nova fase do futebol saudita, CR7 optou por não entrar em campo na última segunda-feira (02/02) por divergências com o PIF. Segundo o jornal A Bola, o craque entende que o fundo favorece o Al-Hilal e que as demais equipes estão fragilizadas em meio a cortes enquanto a equipe azul se mantém em alta.
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