Entenda regra de reversão que causou revolta ao time do Juventude após derrota para o Flu
Lance na reta final antecedeu gol da vitória do Fluminense
Jogadores do Juventude se revoltaram na reta final do confronto contra o Fluminense no Maracanã nesta quinta-feira (16/10) após levarem o gol da vitória tricolor por 1 a 0 aos 53 minutos do segundo tempo. O lance polêmico ficou por conta de uma reversão marcada pelo árbitro Jefferson Ferreira de Moraes, após o goleiro da equipe gaúcha, Jandrei, demorar a repor a bola. A equipe alviverde alega que o tempo ao qual o goleiro pode ficar com a bola em mãos (8 segundos) não foi contabilizado de forma correta, o que teria confundido Jandrei.
Após a demora na reposição de bola, foi dado um escanteio para a equipe carioca que originou o gol de Thiago Silva. Desde o começo da temporada, as entidades internacionais de futebol passaram a recomendar que as competições aplicassem uma regra “anticera”. O Brasileirão foi a primeira competição a implementar a regra no mundo.
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Entenda regra e a polêmica
A nova regra diz que a arbitragem deve dar um escanteio para a equipe rival quando o goleiro demorar mais de 8 segundos para repor a bola com as mãos após fazer uma defesa. A equipe do Juventude alega, no entanto, que Jefferson Moraes teria sinalizado apenas 5 segundos e já fornecido o escanteio a equipe carioca.
No entanto, o árbitro seguiu o que está determinado no livro de regras: juízes devem apenas começar a contabilizar o tempo de reposição restante nos 5 segundos finais, ou seja, os três primeiros segundos são contados “mentalmente”. Vídeos da partida mostram que Jandrei demorou 10 segundos para repor a bola em campo, o que configura o escanteio para a equipe carioca marcado de forma correta.
O que leva um time da série a ter jandrei como seu goleiro? pic.twitter.com/MwN49IKCeH
— BRASILEIRÃO DA DEPRESSÃO (@br_dadepressao) October 17, 2025
Árbitros não têm seguido a nova regra
A nova regra, no entanto, tem sido pouco aplicada no futebol brasileiro. Na 28ª rodada, finalizada nesta quinta-feira (16/10), a regra foi aplicada apenas uma vez, justo na partida entre Fluminense e Juventude.
A regra foi aplicada pela primeira vez na partida entre Paysandu e Athletico-PR pela 1ª rodada da Série B. A arbitragem chegou a aplicá-la em diversos jogos nas primeiras rodadas, mas acabou “esquecida”.
Um exemplo de não aplicação da regra ocorreu na partida entre Fortaleza e São Paulo pela 26ª rodada, quando Rafael, goleiro da equipe paulista, ficou 17 segundos com a bola em sua posse sem repor. O árbitro da partida, Anderson Daronco, nada fez.
17! Dezessete! 17 segundos de posse.
Daronco não conhece a regra, Rafael goleiro do São Paulo aproveitou. pic.twitter.com/oQz5WlE97q
— Paulo Caravina (@soudoapito) October 3, 2025
Por coincidência ou não, Daronco voltou a não seguir a determinação no clássico Ba-Vi, disputado no mesmo horário de Fluminense x Juventude, após o goleiro da equipe do Vitória, Lucas Arcanjo, ficar com a bola em posse por 12 segundos.
Praticamente ao mesmo momento tivemos dois lances envolvendo goleiros. Contra o Fluminense, o Jandrei ficou exatos 9 segundos e o arbitro aplicou bem a regra, deu escanteio e saiu o gol
Aqui o goleiro do Vitória ficou 12 SEGUNDOS. A contagem do Daronco é uma coisa constrangedora pic.twitter.com/lxWnbtvJBl
— Lucas Ignácio (@lucasidms) October 17, 2025
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