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FIFA anuncia plano para “vender” a Copa do Mundo e países europeus ameaçam boicote

Plano da FIFA para fazer empresa privada para estruturar competições da entidade e vender a investidores privados pode causa boicote de europeus

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          Nesta terça-feira (28/07), a FIFA anunciou um plano para abrir uma empresa a fim de vender parte de suas competições, incluindo a Copa do Mundo, a investidores estrangeiros. O plano, no entanto, desagradou a UEFA, que ameaça um boicote à ideia caso o planejamento avance.

          A ideia da FIFA é que os investidores tenham ações minoritárias das competições, mas a possível influência da atores políticos tem gerado rejeição de entidades ligadas à UEFA. Segundo a Sky Sports, o grupo de investidores procurados pela FIFA tem forte conexão com o presidente dos EUA, Donald Trump, a quem Gianni Infantino, presidente da entidade máxima do futebol, goza de prestígio e proximidade.

          Durante a Copa do Mundo de 2026, o presidente norte-americano foi centro da principal polêmica da competição após ligar para o presidente da FIFA para pedir a anulação do cartão vermelho dado ao atacante dos EUA, Balogun que teve punição suspensa após decisão de um comitê da entidade.

          Veja as fotos

          Reprodução/@alejandrodominguezws
          Alejandro Domínguez, presidente da Conmebol, e Gianni Infantino, presidente da Fifa.Reprodução/@alejandrodominguezws
          Reprodução/FIFA World Cup
          A partida foi marcada pelo domínio espanhol.Reprodução/FIFA World Cup
          Trump e Gianni Infantino, presidente da Fifa. Foto: Reprodução whitehouse.gov
          Trump e Gianni Infantino, presidente da Fifa. Foto: Reprodução whitehouse.gov
          Divulgação/FIFA
          Regulamento da Copa do Mundo prevê 495 possíveis combinações de confrontos para o mata-mata.Divulgação/FIFA
          Canadenses fizeram linda festa de abertura / Foto: Instagram @fifaworldcup
          Canadenses fizeram linda festa de abertura / Foto: Instagram @fifaworldcup
          Divulgação: FIFA
          Taça da Copa do Mundo de 2026 da FIFADivulgação: FIFA

          Entenda a nova empresa da FIFA

          No centro da controvérsia que irritou a UEFA e as federações a ela filiadas está a criação da Fifa Forward Enterprise (FFE), uma nova subsidiária de controle majoritário da própria Fifa. A companhia teria como função centralizar as operações comerciais das principais competições organizadas pela entidade.

          Segundo a Fifa, o valor total da FFE seria de US$ 20 bilhões (R$ 102,3 bilhões). Por isso, a venda de US$ 4,2 bilhões (R$ 21,5 bilhões) em ações manteria os investidores privados em posição minoritária na nova empresa.

          Com os recursos captados, a Fifa promete elevar o repasse às federações de cada país membro. Hoje, cada associação recebe R$ 41 milhões. Caso o plano seja aprovado, o valor poderia saltar para R$ 102 milhões no ciclo até a Copa de 2030, R$ 112,5 milhões até 2034 e R$ 123 milhões até 2038.

          Em comunicado divulgado em seu site oficial, a Fifa afirmou que a entrada de capital privado pode ser fundamental para “alcançar todo o potencial dos direitos de transmissão e dos patrocínios da Fifa em todo o seu portfólio de competições de futebol masculino, feminino e de base”.

          UEFA reage

          Em nota oficial, a confederação europeia mostrou preocupação afirmando que tal medida “ultrapassa uma linha que não deveria ser ultrapassada”: “Nenhum de nós é dono do futebol, não cabe a FIFA vendê-lo”.

          “Isso cruza uma linha que as instituições governamentais do futebol nunca deveriam cruzar. A UEFA leva isso extremamente a sério. Toda Associação Nacional de Futebol também deveria. Todo stakeholder também: ligas, clubes, jogadores, torcedores, governos e todos que se importam com o futuro do esporte.

          A alma e a governança do futebol não são ativos para negociar — especialmente com zero transparência quanto a quem ganha financeiramente. Nenhum de nós é dono do futebol. Não cabe à Fifa vendê-lo”, disse a entidade em nota.

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