Inspirado em Guardiola, Flamengo traça estratégia para reduzir elenco em 2026. Entenda!
Planejamento prevê grupo mais enxuto, jovens por posição e redução de jogadores pouco utilizados sob gestão de Filipe Luís e José Boto
O Flamengo definiu como uma de suas principais diretrizes para a temporada de 2026 a montagem de um elenco mais enxuto, inspirado na filosofia adotada por Pep Guardiola ao longo de sua carreira. A proposta segue o conceito de manter dois jogadores de alto nível por posição, além de jovens atletas para complemento do plantel, evitando excesso de opções e frustração por falta de minutos em campo.
Segundo informações do “ge”, o planejamento rubro-negro prevê um elenco com cerca de “22 titulares”, número inferior ao utilizado na última temporada. A estratégia é alinhada à visão do técnico Filipe Luís e do diretor de futebol José Boto, que já iniciaram movimentos no mercado com esse objetivo.
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Primeiros movimentos no mercado
Os primeiros passos do Flamengo indicam a nova abordagem. Jogadores considerados excedentes ou com pouco espaço devem ser negociados, enquanto o clube busca reforços para posições em que há diferença significativa entre titulares e reservas.
Entre as saídas, o Rubro-Negro já liberou atletas em fim de contrato, como Matheus Cunha, Cleiton e Pablo, e tem acordo com o River Plate para a transferência de Matías Viña, terceira opção na lateral esquerda. Michael e Allan, pouco utilizados no fim da última temporada, também aparecem como possíveis negociações.
Em contrapartida, o Flamengo já acertou a contratação do zagueiro Vitão e trabalha para reforçar o elenco com um goleiro e um centroavante, que disputariam posição com Agustín Rossi e Pedro, respectivamente.
Referência direta à filosofia de Guardiola
A decisão de não manter jogadores sem perspectiva de atuação frequente segue um princípio recorrente na carreira de Pep Guardiola. O treinador espanhol já demonstrou publicamente incômodo com elencos inflados e a necessidade de deixar atletas fora até mesmo do banco de reservas.
“Eu disse ao clube que não quero isso (um elenco maior). Não quero deixar cinco ou seis jogadores fora do banco de reservas. Não quero isso. Vou sair. Se diminuírem o elenco, eu fico. É impossível para a minha alma dizer aos meus jogadores nas arquibancadas que eles não podem jogar”, desabafou o espanhol em coletiva de imprensa no fim da última temporada europeia.
A saída de Viña é tratada internamente como um exemplo dessa lógica: apesar do reconhecimento técnico, o clube entendeu que não havia necessidade de manter uma terceira opção para a posição.
Versatilidade como trunfo
Mesmo com um elenco mais curto, o Flamengo aposta na versatilidade dos jogadores como forma de minimizar riscos em um calendário considerado intenso. Filipe Luís conta com atletas capazes de atuar em diferentes funções, o que amplia as alternativas durante a temporada.
Danilo pode jogar tanto na zaga quanto nas duas laterais, De La Cruz e Saúl atuam como volantes ou meias, e Gonzalo Plata é visto como opção para todas as posições do ataque. Esses “coringas” são considerados fundamentais dentro do modelo projetado.
Riscos, lesões e janela de transferências
Apesar do planejamento, o clube reconhece que lesões e suspensões podem apertar o elenco em determinados momentos. Nesses casos, a diretoria não descarta recorrer novamente ao mercado.
A janela de transferências aberta nesta segunda-feira (5/1) vai até o dia 3 de março. Um segundo período de negociações está previsto entre 20 de julho e 11 de setembro.
Prioridades e rejuvenescimento do elenco
As principais lacunas identificadas pelo Flamengo estão no gol, na zaga e no comando de ataque. A defesa já foi reforçada com Vitão. Para o gol, o nome desejado é Gabriel Brazão, do Santos. No ataque, o clube tentou a contratação de Kaio Jorge, do Cruzeiro.
Esses alvos têm um ponto em comum: todos têm 25 anos ou menos. O rejuvenescimento do elenco é outra meta definida por José Boto para a montagem do grupo visando 2026.
Possíveis saídas adicionais
Além dos jogadores menos utilizados, Everton Cebolinha também aparece como possível saída. Assim como Viña, o atacante busca mais minutos em campo e está no último ano de contrato. O Flamengo chegou a tentar envolvê-lo na negociação por Kaio Jorge, e uma transferência nesta janela não é descartada.
Fora essas situações, o clube só pretende avançar por jogadores que representem ganho técnico em relação às opções atuais, ou em caso de propostas consideradas irrecusáveis por atletas de confiança de Filipe Luís.
Projeção do elenco para 2026
O planejamento do Flamengo para 2026 prevê Agustín Rossi como principal opção no gol, ao lado de uma nova contratação, com Dyogo Alves como alternativa. Na defesa, o clube projeta Léo Ortiz, Léo Pereira, Danilo e Vitão como zagueiros, com João Victor e Iago Teodoro como opções. Pela lateral esquerda, permanecem Alex Sandro e Ayrton Lucas, enquanto Matías Viña está de saída. No lado direito, o setor conta com Varela e Emerson Royal.
No meio-campo, o desenho rubro-negro inclui Pulgar, Jorginho, De La Cruz e Saúl no grupo de volantes, com Evertton Araújo como opção extra e Allan com possibilidade de negociação. Para a armação, Arrascaeta e Carrascal aparecem como as principais alternativas na criação das jogadas.
Já o ataque tem Samuel Lino e Bruno Henrique como opções pelo lado esquerdo, com o futuro de Everton Cebolinha ainda indefinido. Pela direita, Gonzalo Plata e Luiz Araújo são as alternativas, com Michael podendo deixar o clube. No comando ofensivo, Pedro segue como referência, acompanhado por uma nova contratação e por Wallace Yan como opção complementar.
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