Nos últimos dias, ataques militares envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã elevaram a temperatura política e jogaram dúvidas sobre a presença iraniana no torneio. O presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mehdi Taj, afirmou que hoje é “improvável” que a equipe encare a competição sob as atuais circunstâncias.
Paralelamente, o país já havia protagonizado um episódio de atrito com o futebol mundial no final de 2025, quando decidiu boicotar o sorteio dos grupos em Washington após restrições à emissão de vistos de entrada para membros da delegação.
Ausência do Irã
Caso o Irã confirme a desistência, a FIFA tem mecanismos para reagir. O estatuto da entidade prevê que uma equipe afastada antes da fase final possa ser substituída por outra selecionada, normalmente a melhor colocada entre as eliminatórias que ficou de fora.
Nos bastidores, países como Iraque ou Emirados Árabes Unidos surgem como possíveis substitutos no Mundial, embora essa decisão fique a cargo da organização e de suas comissões técnicas.
Além disso, uma ausência iraniana teria impacto esportivo e logístico, o torneio perderia uma seleção tradicional nas últimas edições, e a FIFA seria obrigada a remanejamentos para manter o equilíbrio dos grupos.
FIFA
A FIFA tenta buscar um meio-termo. Em declarações institucionais, o secretário-geral da entidade evitou prognósticos e ressaltou que é prematuro falar sobre cenários futuros.
Internamente, a prioridade é garantir um Mundial seguro para todos os participantes, principalmente em um cenário onde torcedores iranianos também enfrentam restrições de entrada em território americano.
À medida que junho se aproxima, a definição sobre a presença ou não do Irã na Copa ganha contornos que vão além do futebol, com reverberações políticas e esportivas que ainda serão medidas nos próximos meses.