Polícia vê indícios de “associação criminosa” em caso de fraude de camarotes do São Paulo
Investigação envolvendo possíveis fraudes em camarotes do Morumbis encontrou indícios de uma organização envolvendo os ex-dirigentes do tricolor paulista Rita de Cássia Adriana Prado, Mara Casares, Douglas Schwartzmann e Marcio Carlomagno
O departamento da Polícia Civil de São Paulo voltado a Proteção à Cidadania (DPPC) finalizou um relatório que encontrou indícios da existência de uma “associaçao criminosa profissionalizada” dentro da diretoria do São Paulo envolvendo o caso de fraudes na exploração de camarotes do Morumbis.
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Segundo o documento ao qual o site Ge.globo teve acesso, ex-dirigentes do tricolor ligados à gestão de Julio Casares, que sofreu impeachment no começo deste ano, Rita de Cássia Adriana Prado, Mara Casares, Douglas Schwartzmann e Marcio Carlomagno formavam um grupo que vendia camarotes de forma ilegal possuindo uma “divisão de lucros fixa”.
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A investigação se baseou em um caderno encontrado durante uma busca e apreensão no começo de janeiro em desdobramentos do inquérito policial aberto para averiguar o caso. É a primeira vez que Marcio Carlomagno, ex-superintendente do São Paulo, é apontado como “sócio” do esquema. Antes da queda de Casares, Carlomagno era apontado como provável sucessor na presidência do clube.
Em áudios divulgados no final de 2025, Douglas Schwartzmann, ex-diretor responsável pelas categorias de base, afirmou em conversa com Mara Casares, ex-esposa de Julio e ex-diretora de cultura do clube, que Carlomagno era o responsável por ceder o espaço para a venda ilegal.
Adriana Prado é apontada como “operadora logística e financeira” do esquema e o caderno apreendido foi encontrado na residência da mesma.
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