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Presidente do Corinthians se pronuncia após denúncia do MP e rejeita afastamento

Defesa afirma que segurança foi contratada em razão do cargo, nega apropriação de recursos do clube e contesta pedido de afastamento apresentado pelo Ministério Público

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          O presidente do Corinthians, Osmar Stabile, se manifestou nesta terça-feira (15/9), por meio de sua defesa, após o Ministério Público de São Paulo apresentar denúncia contra o dirigente por suposta apropriação indébita relacionada à contratação de serviços de segurança. A defesa também contestou o pedido de afastamento feito pelo órgão.

          Segundo o MP, a empresa Bear Security recebeu R$ 721 mil do Corinthians entre julho de 2025 e agosto de 2026 por serviços de segurança ligados a Stabile e, possivelmente, a familiares. A acusação afirma que recursos do clube teriam sido utilizados para custear a proteção particular do presidente. A Justiça ainda precisa decidir se aceita a denúncia.

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          Reprodução/YouTube: Corinthians
          Osmar Stabile - CorinthiansReprodução/YouTube: Corinthians
          Reprodução
          Osmar Stabile no evento da CBFReprodução
          Foto/Instagram/@ Corinthians
          Corinthians venceu a Copa do BrasilFoto/Instagram/@ Corinthians

          Defesa diz que segurança foi contratada pelo cargo

          Na manifestação, os advogados de Stabile contestaram a interpretação apresentada pelo Ministério Público e afirmaram que a contratação ocorreu em razão da função exercida pelo dirigente. A defesa também citou ameaças que teriam atingido o presidente e sua família e mencionou manifestações públicas de repúdio da Federação Paulista de Futebol (FPF) e da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

          “Osmar Stabile, por meio de sua defesa, recebe com estranheza a denúncia apresentada pelo Promotor de Justiça Cássio Conserino, que tenta transformar em acusação criminal a contratação de uma equipe de segurança para o exercício da Presidência do Sport Club Corinthians Paulista. A segurança não foi contratada para Osmar como pessoa, mas em razão do cargo. As ameaças, de conhecimento público, decorreram de sua atuação como presidente, atingiram sua família e motivaram manifestações de repúdio, inclusive da Federação Paulista de Futebol (FPF) e Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O Ministério Público conhecia esses fatos, assim como sabia que a adoção de segurança para dirigentes ocorre em outros grandes clubes e já foi utilizada em gestões anteriores do Corinthians”, diz a nota.

          Presidente contesta pedido de afastamento

          Além da acusação relacionada aos gastos com segurança, o Ministério Público solicitou medidas cautelares contra Stabile. Entre os pedidos estão o afastamento de funções diretivas, a proibição de acesso às dependências do Corinthians e restrições de contato com dirigentes e testemunhas ligadas à investigação. O MP também pediu o bloqueio de R$ 721 mil em bens do presidente.

          A defesa afirmou que o pedido de afastamento será contestado judicialmente e ressaltou que, até uma eventual decisão da Justiça, Stabile continua exercendo normalmente a presidência do clube: “Nesse contexto, causa também estranheza o pedido de afastamento formulado pelo Ministério Público, que será devidamente contestado nos autos. Osmar Stabile permanece normalmente no EXERCÍCIO DA PRESIDÊNCIA, pois o pedido depende de decisão judicial.”

          Defesa nega apropriação de valores

          A denúncia apresentada pelo MP cita documentos fiscais, registros relacionados aos serviços de segurança e declarações atribuídas ao próprio presidente sobre a utilização de uma “segurança VIP”. O órgão também aponta que a Bear Security não teria o registro necessário junto à Polícia Federal para atuar no setor.

          No encerramento da manifestação, os advogados de Stabile afirmaram confiar na Justiça e negaram que tenha ocorrido apropriação de recursos do Corinthians: “A defesa, por sua vez, confia no Poder Judiciário e está segura de que ficará demonstrado que não houve qualquer apropriação de valores do Clube.”

          Agora, caberá à Justiça analisar a denúncia e os pedidos apresentados pelo Ministério Público. Caso a acusação seja recebida, o presidente terá direito à apresentação de provas e testemunhas no processo.

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