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Caso Epstein: ex-príncipe Andrew vai à Justiça para anular buscas policiais

Irmão do rei Charles III questiona a legalidade das ordens que permitiram varreduras um dia antes de sua prisão

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          O cerco judicial em torno do ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor, de 66 anos, está passando por uma nova fase. O irmão do rei Charles III entrou com um pedido de revisão no Tribunal Superior de Londres com o objetivo de invalidar os mandados de busca e apreensão executados pela polícia em duas de suas propriedades.

          A manobra tenta enfraquecer a investigação que apura os vínculos do ex-membro da realeza com o falecido criminoso sexual americano Jeffrey Epstein. A ofensiva da defesa mira diretamente a legalidade da operação policial. O porta-voz dos serviços judiciais britânicos confirmou a ação.

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          Créditos: Reprodução BBC e Netflix
          À esquerda, ex-Príncipe Andrew; à direita, Jeffrey EpsteinCréditos: Reprodução BBC e Netflix
          Crédito: Reprodução BBC
          Ex-Príncipe AndrewCrédito: Reprodução BBC
          Crédito: Reprodução ABC
          Ex-príncipe AndrewCrédito: Reprodução ABC

          “O caso diz respeito a um pedido apresentado por Andrew Mountbatten-Windsor no âmbito de um recurso que busca anular as ordens de busca emitidas por um juiz do Tribunal Penal Central em 18 de fevereiro de 2026”, pontuou. As varreduras ocorreram na antiga residência de Andrew, a Royal Lodge, em Windsor, e na propriedade privada de Sandringham, no condado de Norfolk, para onde ele se mudou após ser destituído de seus títulos reais em 2025.

          Um dia após a emissão das ordens judiciais, em 19 de fevereiro, o ex-príncipe protagonizou um episódio histórico: foi detido e interrogado por cerca de 11 horas. Tratou-se da primeira prisão de um integrante sênior da família real em quase quatro séculos; a última havia sido a de Charles I, em 1649.

          A investigação da Thames Valley Police foca no crime de “descumprimento no exercício de uma função pública”. Documentos apreendidos nos arquivos de Epstein levantaram suspeitas de que Andrew teria compartilhado informações econômicas e governamentais confidenciais com o criminoso americano entre 2001 e 2011, período em que atuou como enviado especial do Reino Unido para o Comércio.

          O recurso será analisado nesta quinta-feira (8/10) na Alta Corte de Londres, sob o comando do juiz Hilliard. A audiência começará a portas fechadas, uma vez que a polícia solicitou sigilo sobre parte dos documentos relacionados ao processo para não comprometer o andamento das investigações.

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