Em desabafo, filho de Mauri Lima conta como foram os últimos momentos do pai
Em relato comovente, filho do cantor narra a dinâmica do acidente e a despedida
O filho do cantor Mauri Lima usou as redes sociais neste domingo (7/12) para relatar, em tom de dor, os últimos momentos do pai após o grave acidente ocorrido na Rodovia Régis Bittencourt, no interior de São Paulo. O jovem estava na van no momento da colisão e detalhou a sequência de acontecimentos, desde a viagem de volta do show até a despedida ao lado do pai ainda com vida.
Mauri Lima, que tinha 55 anos, formava dupla musical com o irmão Maurício havia 35 anos. Ele era irmão de Chitãozinho e Xororó e tio de Sandy e Junior. O artista morreu após o acidente na altura do km 372,7 da rodovia, em Miracatu (SP). A confirmação da morte foi feita por meio de uma nota divulgada pela assessoria de Chitãozinho e Xororó.
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Segundo a nota, a equipe retornava para São Paulo em uma van depois de uma apresentação realizada em Curitiba, no Paraná, na noite de sábado (6/12). O acidente envolveu a van, um caminhão e uma caminhonete. Além de Mauri, outra pessoa morreu. Cinco ocupantes ficaram com ferimentos moderados, e uma pessoa teve ferimentos leves.
Nas redes sociais, o filho do cantor descreveu toda a sequência que antecedeu a tragédia e o momento do impacto. Ele contou que a apresentação em Curitiba se estendeu por mais tempo do que o previsto e que pai e filho dividiram o palco na reta final da noite. Em seguida, a equipe embarcou na van sentido ao interior de São Paulo.
“Tudo aconteceu na volta de um show meu e da dupla do meu pai em Curitiba-PR, o show foi incrível, eu comecei, depois entrou Maurício e Mauri, aí o dono da festa que é um grande amigo do meu pai pediu pra eu tocar mais tempo, então eu e meu pai continuamos por mais 35 min de show, cantamos juntos, fizemos o que a gente sempre fez, fizemos o que a gente amava fazer, cantar juntos e divertir, trazer alegria para as pessoas, o show acabou às 5am, motorista da van estava dormindo no hotel Bourbon em Curitiba, outra van nos buscou para ir até o hotel onde tomamos café, carregamos a van, e fomos sentido a Indaiatuba-SP, todos dormiram, acordamos para almoçar 12:30 mais ou menos, após almoço todos despertaram e estávamos alegres, fazendo música, compondo letra, e tínhamos até colocado no som da van, meu pai nunca deixava, mas dessa vez ele se divertiu e deixou, o que eu achei até legal porque se ele deixou é porque ele gostou do que eu produzi.
“Bem em seguida disso, no meio da resenha, eu só vi o motorista virando a van na direção do caminhão parado, onde pegou bem o lugar do meu pai e do meu amigo e roadie Douglas Riva, Douglas foi embora de primeira, eu vi isso, vi a van internamente destroçada, vi meu amigo desmaiado, outro pedindo ajuda, quebrei a janela com as mãos, para sair da van, única saída era a janela, dei a volta e fui no banco do motorista para ver meu pai, ele estava com vida, respirando, enquanto eu falava com ele, eu ligava pro resgate, tinha que resolver tudo e ainda ficar com ele vendo ele naquele estado, mas vivo, eu disse o quanto amava, minha mãe e irmã em chamada falaram com ele, ele ouviu, chorou, e assim foi seu último suspiro, desta forma eu me despedi do meu maior exemplo de vida, o homem mais trabalhador, honesto e talentoso que eu já vi, eu aprendi tanto com você meu pai, aprendi a trabalhar, como ser nos palcos, como amar e como correr atrás de tudo, olha, eu só queria poder te abraçar mais uma vez. Eu te amo sempre e para sempre papai.”
O filho também prestou uma homenagem a Douglas Riva, roadie que morreu no mesmo acidente. Segundo ele, Douglas era uma presença constante em seus bastidores e tinha um vínculo próximo com a família e com a equipe do cantor.
“Sobre o Douglas Riva [a outra vítima fatal do acidente], eu gostava muito dele, me tratava com carinho, me abraçava, no final de todas minhas apresentações era ele que me cumprimentava primeiro e dava parabéns, ontem ele me abraçou pós show, no hotel tomei café com ele e com Furlan, eu disse que tava me sentindo mal, sensação ruim, Furlan disse até que eu tava com dengue brincando, mas eu disse que era mal estar e psicológico, no fim aconteceu o que aconteceu e quero deixar claro que o Douglas era muito querido por todos, meu pai que selecionava toda equipe e cuidava de tudo, ele sempre colocou quem ele gosta, nesse show que era pro amigo dele ele escalou seus favoritos, não só como músicos mas como amigos, fizemos um show muito especial e foi seu último show, com equipe que ele gostava e para amigos que ele considera muito”, pontuou.
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