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Empresa de MrBeast nega denúncias e diz ter provas contra ex-funcionária brasileira

Em nota enviada ao portal LeoDias, empresa nega assédio, discriminação e retaliação

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          A Beast Industries se manifestou sobre o processo movido pela brasileira Lorrayne Mavromatis e negou todas as acusações feitas pela ex-funcionária. Em resposta enviada por e-mail ao portal LeoDias nesta quinta-feira (23/4), a empresa classificou a ação como uma tentativa de ganhar visibilidade e afirmou possuir provas que desmentem o relato apresentado na Justiça dos Estados Unidos. Além disso, em resposta, uma representante da companhia detalhou uma série de pontos que, segundo ela, contradizem as alegações feitas pela ex-funcionária.

          No posicionamento, a companhia ligada ao youtuber MrBeast declarou que a denúncia foi construída com “interpretações errôneas deliberadas” e “relatos categoricamente falsos”. Segundo a empresa, há um conjunto robusto de evidências, incluindo mensagens trocadas em plataformas internas, documentos corporativos e testemunhos. Segundo a empresa, tais provas refutam integralmente as acusações.

          Veja as fotos

          Reprodução: Instagram/@mrbeast
          MrBeastReprodução: Instagram/@mrbeast
          Reprodução: Instagram/@lorraynemavromatis
          Lorrayne Mavromatis acusa empresa de assédio moral após ter passado por trabalho de parto e voltado a trabalhar ainda em licença maternidadeReprodução: Instagram/@lorraynemavromatis
          Reprodução: Arquivo pessoal
          Conversa de Lorrayne com a empresa para gravar conteúdo com Neymar Jr., imagem cedida ao portal LeoDiasReprodução: Arquivo pessoal
          Crédito: Reprodução: YouTube MrBeast
          MrBeast em um de seus conteúdosCrédito: Reprodução: YouTube MrBeast
          Reprodução: Instagram/@lorraynemavromatis
          Lorrayne Mavromatis e filhaReprodução: Instagram/@lorraynemavromatis
          Reprodução: Youtube
          MrBeast elege a Ilha das Cobras, em SP, como o local mais perigosoReprodução: Youtube

          A Beast Industries também adotou um tom mais duro ao afirmar que não pretende “se submeter a advogados oportunistas” que estariam tentando obter ganhos financeiros com o caso. Em outra frente, a empresa sustenta que a saída de Lorrayne ocorreu dentro de um processo de reestruturação interna, negando qualquer relação com denúncias feitas por ela anteriormente.

          Ainda de acordo com a representante que conversou por ligação com a reportagem, Lorrayne tinha ciência das políticas internas e das regras de trabalho desde sua entrada. A influenciadora teria, segundo a empresa, assinado documentos equivalentes a termos e condições corporativos, incluindo políticas de licença e conduta, e que esses registros são atualizados periodicamente. Segundo a representante, há comprovação de que ela renovou essa assinatura poucos dias antes do parto.

          Outro ponto destacado envolve a acusação de que teria sido obrigada a trabalhar durante a licença-maternidade. A empresa sustenta possuir registros que indicam o contrário: em uma das conversas apresentadas, Lorrayne teria se oferecido de forma voluntária para participar de uma viagem profissional ao Brasil, relacionada a uma gravação envolvendo o jogador Neymar Jr. A assessoria afirma que não houve imposição por parte da companhia e que a participação ocorreu a partir da iniciativa da própria funcionária.

          Sobre o episódio citado no processo envolvendo uma reunião durante o trabalho de parto, a versão apresentada pela empresa indica que o convite teria partido de um colaborador que não tinha conhecimento da situação. Segundo a representante, assim que informado, o colega teria se desculpado e encerrado qualquer tentativa de contato.

          A companhia também contesta a alegação de rebaixamento profissional. De acordo com a assessoria, Lorrayne passou por uma mudança de função, mas manteve remuneração considerada acima do padrão do novo cargo, o que, segundo a empresa, não caracterizaria prejuízo profissional.

          Ainda conforme a versão da Beast Industries, o desligamento da brasileira ocorreu em meio a uma reestruturação interna conduzida por uma nova gestão. A empresa afirma que diversos cargos foram extintos nesse processo, atingindo funcionários de diferentes áreas, incluindo homens, e que a decisão não teve relação com maternidade ou eventuais reclamações feitas anteriormente.

          A representante também declarou que os atuais responsáveis pela gestão não tinham contato direto com Lorrayne, o que, na visão da empresa, afastaria a hipótese de retaliação individual. Sobre as acusações de assédio, a companhia afirma que não recebeu denúncias formais durante o período em que a brasileira atuava internamente.

          O caso segue em tramitação na Justiça norte-americana, onde as versões apresentadas por ambas as partes devem ser analisadas.

          Entenda o caso

          Lorrayne Mavromatis entrou com uma ação judicial nos Estados Unidos alegando ter sofrido assédio sexual, discriminação de gênero e retaliação após denunciar problemas internos. Segundo o processo, ela também teria sido prejudicada durante a licença-maternidade e demitida pouco tempo após retornar ao trabalho.

          A ação descreve um ambiente de trabalho considerado hostil, com comportamentos inadequados por parte de executivos e desigualdade no tratamento entre homens e mulheres.

          Leia a nota da Beast Industries na íntegra:

          “Essa reclamação ‘caça-fama’ foi construída em interpretações errôneas deliberadas e relatos categoricamente falsos, e nós temos os documentos para provar isso. Temos evidência extensiva – incluindo mensagens no WhatsApp e Slack, documentos da empresa e testemunhas – que inequivocamente refutam as acusações dela. Nós não vamos nos submeter a advogados oportunistas que estão atrás de conseguir um salário em cima de nós.”

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