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Juliano Cazarré leva invertida ao dizer que homens são mais mortos por mulheres

Apresentadora Julia Duailibi e convidados intervieram após o artista tentar generalizar os números de violência no Brasil

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          A participação do ator Juliano Cazarré no programa “GloboNews Debate” gerou um verdadeiro climão ao vivo. Durante uma discussão sobre os altos índices de letalidade no Brasil, o artista apresentou dados controversos ao afirmar que mais homens são assassinados por mulheres do que o contrário, o que provocou intervenções da apresentadora Julia Duailibi e dos especialistas presentes.

          A tensão começou quando o ator tentou argumentar que o Brasil é um país violento de forma generalizada contra todas as faixas e gêneros. Para embasar sua fala, ele citou, sem definir um período, que 2.500 homens teriam sido mortos por parceiras, em comparação a 1.500 mulheres assassinadas por homens.

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          Crédito: Reprodução GloboNews
          Juliano CazarréCrédito: Reprodução GloboNews
          Crédito: Reprodução Instagram @cazarre
          Juliano CazarréCrédito: Reprodução Instagram @cazarre
          Reprodução: Instagram/@cazarre
          Juliano CazarréReprodução: Instagram/@cazarre

          A jornalista Julia Duailibi rebateu prontamente a generalização, lembrando que a violência nacional “não mata democraticamente”, atingindo recortes específicos da sociedade com muito mais força. A psicanalista Vera Iaconelli demonstrou estranheza com os números trazidos pelo ator.

          Por outro lado, foi o consultor em equidade de gênero, Ismael dos Anjos, quem precisou fazer uma correção conceitual importante na TV. Ele esclareceu que o número de 1.500 mortes citado por Cazarré se refere estritamente aos casos registrados como feminicídio, e não ao montante total de mulheres assassinadas no país em determinado período.

          “Feminicídio é um crime específico, que é quando uma mulher morre por ser mulher… Porque ela não aceitou uma separação, porque esse marido quer controle sobre o corpo dela”, detalhou Ismael.

          No auge do debate, o ator ainda questionou se os conhecidos “crimes passionais”, muitas vezes motivados por ciúmes, se enquadrariam na lei do feminicídio. Mais uma vez, o consultor de gênero corrigiu a abordagem do artista, alertando que a sociedade e a Justiça não devem mais romantizar assassinatos. “Crime passional não é uma coisa que a gente usa mais, porque se é paixão, não deveria ser crime”, finalizou.

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