Malévola Alves denuncia abusos durante prisão no Egito: “Só Deus sabe o que passei”
Após ser liberada, a influenciadora relatou violência policial, contestou a versão divulgada e prometeu medidas judiciais
Malévola Alves voltou às redes sociais nesta quinta-feira (22/10) com um relato grave sobre o período em que esteve detida no Egito. Após ser liberada da delegacia, a influenciadora afirmou ter sido vítima de abusos cometidos por policiais. Em meio à repercussão, ela também esclareceu sua versão sobre o motivo da prisão e prometeu acionar a Justiça contra quem debocha do caso.
Retornando ao Brasil, Malévola publicou uma imagem acompanhada de um desabafo sobre a prisão. Segundo ela, a detenção não ocorreu por publicar conteúdos obscenos em locais públicos, mas por transfobia. “Eles deixaram claro que a prisão foi porque éramos trans”, afirmou.
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Na sequência, a influenciadora relatou que precisou se despir diante dos policiais e mentir sobre sua transição. “Vocês não estavam lá, não acreditem no que vocês veem na internet. Eu tive que ficar pelada e, quando viram a minha vagina, começaram a me tratar bem. Eu disse que não era trans”, declarou.
Malévola também contou que vem enfrentando crises desde o episódio e afirmou ter sofrido abusos durante o período em que esteve detida. “Eu e minha amiga fomos abusadas por diversos policiais. Vocês não sabem o que passamos naquela delegacia e agora estão rindo”, desabafou.
Abalada com a situação, a influenciadora ainda criticou as pessoas que fazem piadas sobre o caso e prometeu tomar medidas judiciais contra aqueles que debocham da situação. “Vocês são podres. O mundo dá voltas; um dia, vocês podem passar por isso. E ver milhares de mulheres rindo disso como se fosse engraçado… Isso é cruel! Vocês vão pagar por tudo isso”, pontuou.
Após cerca de 24 horas sob custódia em uma delegacia no Egito, Malévola e sua amiga, Bruna Mercatelli, deixaram o local na quarta-feira (21/10). Para conseguirem a liberação, foi necessário pagar uma fiança de aproximadamente R$ 10 mil. As duas foram acusadas de três delitos: atos obscenos em espaços públicos, violação dos valores familiares e assédio a pessoas que transitavam pelo local.
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