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MP denuncia Lucas Bove por lesão corporal contra Cíntia Chagas e pede prisão preventiva

De acordo com a Promotoria de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, Bove teria cometido agressões físicas em diferentes ocasiões entre 2022 e 2024, causando lesões leves e ferimentos no ombro da vítima

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          O Ministério Público de São Paulo apresentou na tarde de quinta-feira (23/10) uma nova denúncia contra o deputado estadual Lucas Diez Bove (PL), ampliando as acusações já existentes e pedindo à Justiça a prisão preventiva do parlamentar. O órgão o acusa de violência psicológica, perseguição, ameaça e também de lesão corporal contra a ex-esposa, a influenciadora digital Cíntia Chagas.

          De acordo com a Promotoria de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, Bove teria cometido agressões físicas em diferentes ocasiões entre 2022 e 2024, causando lesões leves e ferimentos no ombro da vítima. O documento menciona que os episódios configuram “continuidade delitiva” e foram acompanhados de humilhações, intimidações e controle sobre a vida pessoal e profissional de Cíntia.

          Veja as fotos

          Foto: Reprodução: @lucasbovesp
          Lucas Bove se pronuncia após decreto de prisão preventiva do MPSPFoto: Reprodução: @lucasbovesp
          Reprodução: Instagram/@cintiachagass
          Cíntia Chagas desabafa nos stories sobre arquivamento de denúncia contra o ex na AlespReprodução: Instagram/@cintiachagass
          Foto: Alexia Privitera
          Cíntia Chagas e Lucas BoveFoto: Alexia Privitera
          Reprodução
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          Cíntia Chagas e Lucas Bove no casamento, na igrejaReprodução
          Cíntia Chagas e Lucas Bove
          Cíntia Chagas e Lucas Bove
          Cíntia Chagas e Lucas Bove (Foto: Reprodução/Internet)
          Cíntia Chagas e Lucas Bove (Foto: Reprodução/Internet)
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          Cíntia Chagas relatou comportamento abusivo de Lucas Bove durante casamento com presença do ex-presidente e sua esposaReprodução
          Cíntia Chagas e Lucas Bove (Foto: Reprodução/Internet)
          Cíntia Chagas e Lucas Bove (Foto: Reprodução/Internet)
          Foto: Bruna Sampaio / Reprodução: Instagram
          MPSP requer prisão preventiva de Lucas Bove por violência física e psicológica contra Cíntia ChagasFoto: Bruna Sampaio / Reprodução: Instagram
          Cíntia Chagas e Lucas Bove
          Cíntia Chagas e Lucas Bove

          A denúncia, protocolada nesta quinta-feira (23/10), foi assinada pela promotora Fernanda Raspantini Pellegrino, que também solicitou a manutenção das medidas protetivas e o envio de ofício à Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) sobre o caso, uma vez que o denunciado ocupa mandato parlamentar.

          O texto afirma que o deputado, mesmo ciente das restrições impostas pela Justiça, tem desrespeitado reiteradamente as determinações judiciais, demonstrando, segundo o MP, “claro desprezo” pelas ordens e um padrão de comportamento voltado a intimidar e constranger a vítima.

          A promotoria ressaltou que a vítima “sofreu prejuízos emocionais e psicológicos” e que, diante da reincidência, as medidas alternativas à prisão “não são mais suficientes para garantir sua segurança”.

          Descumprimento de medidas e pedido de prisão

          A Promotoria sustenta que, mesmo advertido e intimado, o deputado continuou violando as medidas protetivas determinadas pela Justiça, publicando nas redes sociais postagens que faziam referência à ex-esposa, o que é proibido pela decisão judicial.

          Segundo o MP, no início, as publicações eram indiretas, mas com o passar do tempo passaram a citar o nome da vítima de forma explícita, expondo-a e sugerindo que mentia sobre os fatos. As postagens, afirma o órgão, “resultaram em desgaste emocional e revitimização”, pois a vítima teria sido “sistematicamente exposta e ridicularizada perante a mídia e a opinião pública”.

          O Ministério Público também aponta que a vítima precisou acionar a Justiça diversas vezes para relatar os descumprimentos e pedir que o parlamentar cessasse as publicações. Para a Promotoria, os fatos demonstram um comportamento reiterado que justifica a prisão preventiva.

          O órgão destacou o “alto grau de reprovabilidade” das condutas e afirmou que “cabe ao Estado proteger a integridade psicológica da vítima”.

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