Musa da Gaviões, Natacha Horana fala sobre diagnóstico e traumas após prisão: “Tenho pesadelos”
A ex-bailarina do Faustão,Natacha Horana revela que também tem dificuldades de conseguir se relacionar novamente
A vida de Natacha Horana nunca mais foi a mesma depois de passar pelo sistema prisional. A musa da Gaviões passou a ter síndrome do pânico, problemas com o sono e até dificuldades de conseguir se relacionar novamente. Ela começou a ter crises de ansiedade ainda presa, mas o diagnóstico e o tratamento só aconteceram quando estava em liberdade.
“Fui diagnosticada através de um psiquiatra depois que saí .Faço tratamento e sou acompanhada . Faço uso de medicamentos para dar uma amenizada”, conta a ex-bailarina do Faustão, que ainda tem crises. “De ter vezes de não consegui comparecer em eventos . Lugares que são importantes pra mim. Ainda tenho momentos em que o pânico aparece de surpresa. A diferença é que agora eu reconheço os sinais e tento controlar com algumas respirações e medicamentos “, destaca.
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Ela segue tratando com medicamentos e com a ajuda de um psicólogo. “Faço terapia regularmente e sigo acompanhamento médico quando necessário. Pra mim, pedir ajuda deixou de ser fraqueza e virou maturidade. Eu cuido da minha mente como cuido do meu corpo: com disciplina, com amor e com responsabilidade”, conta Natacha, que também tem problemas relacionados ao sono: “O que as pessoas não imaginam é o trauma pós. Tenho pesadelos com aquele lugar diariamente. Eu nunca tive problemas com sono. Mas depois de lá nunca mais foi o mesmo”.
Natacha Horana também desenvolveu agorafobia. “Medo das sensações. Às vezes, lugares movimentados ou situações imprevisíveis ativam meu gatilho. Mas eu me forço a sair, porque sei que me isolar só alimenta o ciclo. Cada dia é uma vitória. Eu celebro pequenos passos”.
Ela também revela que passou a ter dificuldade de conhecer novas pessoas. “Criei certa resistência. Traumas emocionais deixam a gente mais desconfiada, mais seletiva. Não é medo das pessoas, é medo de reviver dores. Mas, aos poucos, estou me permitindo me abrir de novo”.
Mas se tem um lugar em que Natacha se sente em casa e se permite esquecer os traumas é nos ensaios da Gaviões da Fiel. “Já tive no começo. Às vezes, estava me arrumando e dava uma crise, um medo, um pânico, um choro que não conseguia segurar. E quando o pânico vem é muito ruim. Porque depois nós sentimos com raiva de nós mesmos. De incapacidade. Mas, depois de ir algumas vezes à Gaviões, eu passei a me sentir em casa. É impressionante como meu corpo reage diferente lá. A energia é outra, é acolhimento, é pertencimento. Lá eu não me sinto julgada, me sinto parte. É um dos poucos lugares onde minha alma descansa, onde eu realmente consigo ser leve. É por isso que voltar para a avenida significa tanto pra mim. E cura também”, conclui.
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