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O que é o linfoma não Hodgkin, câncer que levou à morte do cantor Netinho

Especialista explica os sintomas, as formas de diagnóstico e os tratamentos disponíveis para a doença, que pode ter diferentes níveis de agressividade e chances de cura

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          A morte do cantor Netinho, aos 60 anos, nesta terça-feira (13/10), voltou a chamar a atenção para o linfoma não Hodgkin de células B, tipo de câncer que o artista enfrentava. Para entender melhor a doença, o portal LeoDias conversou com a oncologista Sabina Aleixo, que explicou como o câncer se desenvolve, quais são os principais sintomas e por que sua evolução pode variar entre os pacientes.

          O que é o linfoma não Hodgkin de células B?

          O linfoma não Hodgkin de células B é um tipo de câncer que se desenvolve nos linfócitos B, células do sistema imunológico responsáveis por ajudar o organismo a combater infecções.

          Veja as fotos

          Crédito: Reprodução Instagram @netinhooficialbrasileiro
          Netinho, do hit "Milla", faleceu aos 60 anosCrédito: Reprodução Instagram @netinhooficialbrasileiro
          Crédito: Reprodução Instagram @drabrunatrindade
          Netinho com a filha, Bruna Trindade, quando ela era criançaCrédito: Reprodução Instagram @drabrunatrindade
          Crédito: Divulgação
          Netinho, do hit "Milla", faleceu aos 60 anosCrédito: Divulgação
          Crédito: Reprodução Instagram @netinhooficialbrasileiro
          Netinho, do hit "Milla", faleceu aos 60 anosCrédito: Reprodução Instagram @netinhooficialbrasileiro
          Reprodução
          NetinhoReprodução

          A doença surge quando essas células sofrem alterações e começam a se multiplicar de maneira descontrolada. Segundo Sabina Aleixo, o linfoma pode atingir os gânglios linfáticos, conhecidos popularmente como ínguas, além de órgãos como o baço, o fígado e a medula óssea.

          Existem diferentes subtipos da doença, com comportamentos distintos. Alguns crescem rapidamente, enquanto outros evoluem de forma mais lenta. Essas diferenças influenciam o tratamento e o prognóstico de cada paciente.

          Quais são os sintomas?

          Um dos sinais mais comuns é o aumento dos gânglios linfáticos, principalmente no pescoço, nas axilas e na virilha. Essas ínguas geralmente não provocam dor, mas nem todo aumento dos gânglios indica câncer.

          Outros sintomas incluem febre sem causa aparente, suor intenso durante a noite, perda de peso inexplicável e cansaço persistente. Em alguns casos, a doença pode evoluir sem apresentar sinais claros no início.

          Por isso, alterações persistentes devem ser avaliadas por um médico. A presença desses sintomas, isoladamente, não confirma o diagnóstico.

          A confirmação da doença ocorre principalmente por meio de uma biópsia, procedimento que permite analisar uma amostra de tecido e identificar o tipo de linfoma. Após essa etapa, exames de sangue e de imagem, como tomografia e PET-CT, ajudam a avaliar a extensão da doença. Os médicos também consideram a idade, as condições de saúde do paciente e os órgãos comprometidos para definir o tratamento mais adequado.

          O linfoma não Hodgkin tem cura?

          Sim, muitos pacientes podem alcançar a cura, dependendo do subtipo, do estágio da doença e da resposta ao tratamento. Entre as opções disponíveis estão a quimioterapia, a imunoterapia e os medicamentos direcionados às células cancerígenas.

          Em situações específicas, também podem ser indicados o transplante de células-tronco e a terapia CAR-T, que utiliza células de defesa do próprio paciente modificadas em laboratório para reconhecer e combater o câncer.

          Segundo a oncologista, os avanços da medicina ampliaram as possibilidades de tratamento. Entretanto, cada caso precisa ser avaliado individualmente, pois nem todos os pacientes respondem da mesma maneira às terapias.

          A especialista reforça que o diagnóstico de linfoma não Hodgkin não significa necessariamente uma sentença de morte. A identificação correta da doença e o acompanhamento especializado são fundamentais para determinar as possibilidades de tratamento.

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