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Rapper Oruam rebate operação policial e classifica como “a maior chacina do Rio”

O cantor criticou a atuação policial nas favelas do Rio e provocou debate sobre os direitos e a segurança dos moradores durante a operação

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          A repercussão da megaoperação contra o Comando Vermelho, que resultou em dezenas de mortes no Rio de Janeiro nesta terça-feira (28/10), ultrapassou o campo da segurança pública e ganhou força nas redes sociais. O rapper Oruam, artista associado às comunidades onde a ação aconteceu, utilizou seus perfis para condenar a ofensiva das forças policiais.

          O artista, que recentemente deixou a prisão e é filho de Marcinho VP, figura histórica da facção, lamentou a violência nas favelas e afirmou que os moradores são os que mais sofrem durante confrontos desse porte: “Minha alma sangra quando a favela chora, porque a favela também tem família. Se tirar o fuzil da mão, existe o ser humano”, publicou ele.

          Veja as fotos

          Reprodução: X/@mauro_davi6
          Oruam fez comentários a respeito da megaoperação no Rio de Janeiro em seu perfil no XReprodução: X/@mauro_davi6
          Reprodução: X/@mauro_davi6
          Oruam fez comentários a respeito da megaoperação no Rio de Janeiro em seu perfil no XReprodução: X/@mauro_davi6
          Reprodução: CNN
          Oruam presoReprodução: CNN
          Crédito: Victor Chapetta/AgNews
          Oruam se manifestou sobre onda de assaltos no RJCrédito: Victor Chapetta/AgNews
          Reprodução: Redes Sociais
          Megaoperação foi deflagrada nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte do Rio de JaneiroReprodução: Redes Sociais

          Antes de reforçar sua visão sobre a operação, Oruam classificou os números da ação como “a maior chacina já registrada” no estado. A declaração, publicada em seu perfil no X, provocou forte disputa nas redes. Enquanto alguns seguidores apoiaram o posicionamento, outros o acusaram de defender criminosos e ignorar os ataques às equipes de segurança.

          O Ministério Público do Rio de Janeiro abriu investigação para analisar as circunstâncias das mortes e a condução policial na ação. Até o início da noite, a operação somava mais de 60 mortos, incluindo quatro policiais, além de 81 prisões e dezenas de fuzis apreendidos. Segundo as corporações, os agentes revidaram ataques de criminosos armados, que utilizaram barricadas, drones e explosivos para impedir o avanço das tropas.

          A megaoperação mobilizou cerca de 2,5 mil agentes nos complexos do Alemão e da Penha e continua gerando reflexos em outras áreas da cidade. Para Oruam, o saldo humano revela falhas estruturais no combate ao crime organizado.

          A fala do artista ampliou um debate que divide a sociedade fluminense: como enfrentar facções armadas sem transformar moradores em alvos? Enquanto autoridades do estado defendem rigor máximo para impedir a expansão do crime, entidades de direitos humanos cobram respostas sobre a letalidade que marca esse tipo de operação no Rio.

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