Viúva revela causa da morte de Lito Sousa e detalha últimos momentos do influenciador
Mila Seidl contou que o especialista em aviação morreu em decorrência de uma pneumonia, após enfrentar uma doença neurodegenerativa rara
A causa da morte do influenciador e especialista em aviação Lito Sousa foi esclarecida pouco mais de um mês após seu falecimento. Em entrevista ao podcast Inteligência Ltda., na última terça-feira (3/11), a viúva, Mila Seidl, revelou que ele morreu em decorrência de uma pneumonia, e não diretamente da Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), condição rara e incurável que havia sido diagnosticada meses antes.
“É importante explicar para as pessoas: o Lito não faleceu da DCJ. Ele faleceu de pneumonia”, afirmou Mila durante a conversa. Segundo ela, pessoas diagnosticadas com a doença neurodegenerativa geralmente acabam morrendo em decorrência de complicações associadas ao quadro.
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Lito morreu em 1º de outubro, aos 59 anos. Ele havia tornado público o diagnóstico de DCJ em agosto e passou por um período de internação antes de receber alta e continuar os cuidados em casa.
Últimos dias de Lito Sousa
Durante a entrevista, Mila também relatou como foi a evolução do estado de saúde do marido. Com o avanço da doença, Lito perdeu progressivamente os movimentos dos braços e das pernas, deixou de conseguir sustentar o próprio tronco e, posteriormente, também perdeu o controle dos movimentos do pescoço e da cabeça.
O quadro afetou ainda sua capacidade de engolir alimentos e a própria saliva, fazendo com que precisasse de uma sonda de alimentação. Apesar das limitações físicas, a empresária acredita que o marido permaneceu cognitivamente lúcido até os últimos dias.
A situação se agravou quando ele apresentou dificuldades respiratórias e recebeu o diagnóstico de pneumonia. Lito iniciou tratamento com antibióticos, mas não apresentou melhora. Com a queda dos níveis de oxigenação, a equipe médica avaliou a necessidade de intubação.
Lito não queria ser intubado
Mila explicou que o marido havia deixado documentadas suas vontades em relação aos procedimentos médicos que aceitaria ou não receber caso enfrentasse uma situação irreversível. Entre as decisões estava a recusa à intubação e à possibilidade de ser mantido artificialmente vivo.
“Ele tinha feito algumas declarações de vontade, de coisas que topava e coisas que não topava. Ele fez um testamento quanto a essa declaração de vontade. Na declaração, colocou o médico dele como responsável por decidir as coisas, e não eu, porque me conhecia e sabia que eu iria com ele até o fim”, contou.
A empresária admitiu que chegou a questionar a decisão de não realizar o procedimento, mas entendeu que precisava respeitar o desejo previamente registrado pelo marido. Segundo Mila, Lito permaneceu quase 72 horas sob cuidados paliativos. Ela esteve ao lado dele durante grande parte desse período, mas não conseguiu acompanhá-lo nos minutos finais.
O influenciador morreu acompanhado por um amigo próximo, Mauro, que também era piloto, e pela médica Fernanda Cieri. A viúva ainda revelou que uma playlist com músicas especiais foi preparada para a despedida. No momento da morte, tocava a canção “Ordinary World”, da banda Duran Duran.
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