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“A TV aberta está esquecendo dos jovens”, diz Flávio Ricco a Juliana Alganãraz

Em entrevista com Juliana Alganãraz, jornalistas questionam o papel da TV aberta em atrair as novas audiências

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          Durante o “Programa Flávio Ricco”, da LeoDias TV, o apresentador e colunista do portal LeoDias conversou com Juliana Alganãraz, atual diretora da TV Gazeta. Na entrevista, os jornalistas questionaram se a TV aberta te fato teria esquecido as crianças e jovens de suas programações.

          “Eu vejo que a televisão de hoje esqueceu do hoje, da criança, que vai ser o público de amanhã”, avaliou o colunista do portal LeoDias. “A criança de hoje está no celular, e a tendência é ficar nisso, porque a TV não tá chamando ela”, disse.

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          Portal LeoDias
          Juliana AlgañarazPortal LeoDias
          Juliana Algañaraz / Divulgação
          Juliana AlgañarazJuliana Algañaraz / Divulgação
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          Juliana Algañaraz é convidada do "Programa Flávio Ricco"Portal LeoDias
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          Flávio RiccoPortal LeoDias
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          Flávio Ricco e Juliana Algañaraz questionam falta de atenção da TV aberta às crianças e adolescentesPortal LeoDias

          Respondendo o questionamento de Flávio Ricco, Juliana Alganãraz acrescentou que a TV aberta continua a desempenhar um papel social fundamental no país, principalmente devido às diferenças sociais. A jornalista, porém, acredita que as TVs precisam repensar a forma de atrair as novas audiências.

          “Para mim, a TV não vai morrer. Os jovens eles não são fixos a nada, tampouco ao celular. Se você colocar na TV algo que eles gostem, eles assistem. O BBB, por exemplo, quando a Globo passou a focar no digital, os jovens pararam para assistir à TV aberta”, afirmou.

          “Hoje não há fidelidade: há conteúdo que entretém ou que não entretém. Que geram conversa entre as pessoas. E o grande desafio é que os jovens não tem o hábito de ligar a TV. Eles só assistem algo que o chamem para lá”, completou.

          Alganãraz citou o exemplo de Daniela Beyruti, presidente do SBT, que afirmou que voltou a exibir desenhos na faixa da manhã para que as futuras gerações de fato “saibam que a emissora existe daqui a 20 anos”.

          Por fim, Flávio Ricco citou um dos grandes desafios para a programação voltada para crianças e adolescentes: a norma que considera abusiva a propaganda infantil. O apresentador não questiona a necessidade, mas defende que a legislação seja revista.

          “É uma proibição antiga, e a propaganda infantil já está nas plataformas e nas redes sociais. Eu não vi nenhum político se movimentar em torno disso, será que não é um assunto que rende voto? E nem as emissoras se juntando contra isso. Tem um mercado aí importante”, completou.

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