Versiani escolhe vestido atemporal para noivado com Murilo Huff; entenda o modelo
Da grife australiana Rachel Gilbert, o vestido é avaliado em cerca de R$ 5,5 mil, e o look chamou atenção pelo corte arquitetônico e pelo voilette clássico
Sabe o que faz um look continuar chique daqui a 30 anos? Não é brilho. É corte. E o look escolhido por Gabi Versiani para o noivado com Murilo Huff é um ótimo exemplo disso. Ela usou o Claudia Gown, da australiana Rachel Gilbert, uma marca conhecida justamente por trabalhar a roupa por meio da construção, da silhueta e do caimento, em vez de depender do excesso de ornamentação.
E olha como esse vestido parece simples, mas não é. O decote assimétrico cria uma linha arquitetônica no colo, o drapeado traz volume exatamente onde precisa, e a silhueta coluna alonga o corpo. Quando o corte é bom, ele vira o protagonista. Você não precisa de bordado, renda, cristais e mil informações disputando atenção.
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O modelo custa 1.495 dólares australianos, aproximadamente R$ 5,5 mil na cotação atual, e Gabi foi, segundo as informações divulgadas sobre o look, a primeira brasileira a usar esse modelo.
Mas tem outro detalhe de moda muito inteligente aqui: o voilette. Enquanto o vestido remete a uma noiva moderna e minimalista, o voilette traz de volta o imaginário da noiva clássica. Cobrir o rosto com o véu é um código bridal de séculos, que já carregou significados ligados à proteção, à modéstia e à tradição e que atravessou a história até virar um dos maiores símbolos visuais do casamento.
Então, ela faz uma coisa que eu amo na moda: mistura códigos de épocas diferentes. O vestido diz contemporâneo. O voilette diz tradição. E juntos eles dizem noiva sem que ela precise vestir aquela noiva óbvia.
E é aqui que entra uma coisa que eu sempre falo: em momentos que vão ficar registrados para sempre, a tendência não pode falar mais alto que a identidade. Porque imagina essa fotografia daqui a 20, 30 anos. Você não consegue identificar imediatamente: “isso é 2026”. E isso, para mim, é um dos maiores elogios que a gente pode fazer a um look de ocasião: ele é atemporal.
Murilo Huff seguiu exatamente a mesma lógica. Escolheu um costume sob medida de Vasco Vasconcellos, nome brasileiro ligado à alfaiataria masculina artesanal. E alfaiataria também é isso: menos sobre chamar atenção e mais sobre proporção, construção e caimento.
No fim, os dois escolheram luxo de um jeito que eu acho muito mais interessante: luxo que você percebe pela execução, não pela quantidade de informação. Porque brilho chama atenção. Tendência marca uma época. Mas um corte impecável atravessa décadas.
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