Ex-The Voice, Bruno Gadiol aposta na ousadia em novo álbum: “Não me sinto uma coisa só”
Cantor lança “Gêmeos em Gêmeos”, dividido em três atos, e reflete sobre críticas, evolução artística e futuro do pop
Bruno Gadiol já não é mais apenas o romântico que encantou o público no “The Voice”. Desde o lançamento do single “Sugar Daddy”, o cantor tem mostrado um lado mais ousado, que inclusive lhe rendeu algumas críticas. Para ele, porém, o essencial é ser multifacetado e explorar todas as suas possibilidades. Essa essência está traduzida em seu novo álbum, “Gêmeos em Gêmeos”, título que, de cara, reflete tanto o signo quanto o ascendente do artista, como revelou em entrevista exclusiva ao portal LeoDias.
Vencedor de um show de talentos da “Xuxa”, semifinalista do “The Voice” e com uma filmografia que vai de “Malhação” a “De Volta aos 15”, Bruno Gadiol acumula conquistas que fazem parte de sua trajetória, mas não a definem por completo.
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Desde sua guinada artística, o cantor admite ter recebido comentários como “Cadê o Bruno romântico?” e “Meu Deus, ele se perdeu”. Para ele, no entanto, perdido estaria se não tivesse ousado inovar. E é justamente esse o foco de Bruno em seu novo trabalho.
Em entrevista ao portal, o cantor detalhou seu processo de criação: “Então eu comecei a pensar: como desenvolver um projeto onde eu consiga mostrar a minha totalidade como pessoa e como artista? Porque eu não me sinto uma coisa só, para ter que fazer uma coisa só. E meu signo é Gêmeos, meu ascendente é Gêmeos, então isso diz muito sobre a minha personalidade.”
Bruno garante sentir orgulho de tudo o que já criou, inclusive das versões que já não o representam mais, e, claro, de todo o caminho que percorreu até aqui.
“Eu tenho muita dificuldade em não ser verdadeiro, em não ser quem eu sou. Isso é uma coisa que por dentro me faz muito mal. Então, por mais que às vezes seja uma decisão difícil a ser tomada, sempre foi a que eu escolhi”.
Agora, ainda com muito a explorar, ele apresenta um novo álbum dividido em três atos: o primeiro traz o pop dançante para narrar relacionamentos fracassados; o segundo aposta em um lado mais sensual, com uma pitada de “farofa”; e o terceiro reflete a maturidade do artista, em um som mais cult.
Para Gadiol, a terceira parte é a sua preferida, ainda que seja a menos comercial. O cantor também destaca sua canção queridinha, “O Mundo Me Engoliu”.
“Eu amo muito a minha música ‘O Mundo Me Engoliu’, que vai estar nesse ato. É uma música muito triste! Eu escrevi essa música porque eu queria que fosse aquele empurrãozinho que você precisa quando você está muito mal, você quer chorar, mas não conseguiu ainda, e aí você bota aquela música para chorar. Então, essa música é sobre isso. Acho que às vezes é necessário também a gente ter umas músicas para deixar, sabe? Ajudar a gente a botar para fora o que a gente precisa colocar ou só para a gente chorar ali rápido e já lavar a alma”, disse.
Ele não se deixa levar pelas expectativas do mercado e garante que, embora muitos artistas sejam considerados “nichados”, isso não significa que esses nichos representem públicos pequenos. Bruno também acredita que o mainstream está chegando ao fim e dando lugar a um consumo cada vez mais personalizado.
“Eu acredito muito que a gente está caminhando para um fim do mainstream. Antigamente, todo mundo consumia as mesmas coisas, os mesmos artistas, porque a gente tinha a televisão, o rádio. Hoje em dia, cada um escolhe o que quer fazer, o que quer consumir, o que quer ouvir. Então, quando a gente pensa em artistas, que a gente fala: ‘Ah, esse artista é nichado’. Mas hoje, você tem a possibilidade de ter um nicho gigantesco”, finalizou.
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