Giulia Be inicia nova era ousada e trilíngue: “Não quero um pop que passe batido”
A cantora carioca dividiu com o portal LeoDias bastidores de sua nova superprodução
Aos 26 anos de idade e prestes a se casar com um Kennedy, a cantora Giulia Be começou uma nova fase ambiciosa na carreira. A brasileira prepara o lançamento de um álbum trilíngue, com canções em inglês, espanhol e, claro, português. O material terá 21 músicas, todas produzidas ao lado de grandes nomes do pop global, que já colaboraram com Beyoncé, Rihanna e até Lana Del Rey. Ao portal LeoDias, a artista revelou bastidores de sua nova grande aposta e todos os lados de sua personalidade que quer mostrar ao público.
“Estou sendo realmente ousada nesse projeto, e isso é ótimo. É um projeto ambicioso, mas finalmente me representa. Na minha carreira, sempre tive que escolher qual Giulia eu ia ser, e por muito tempo foi difícil mostrar todos os meus lados como cantora e compositora. Agora, posso revelar um pouco de cada uma dessas minhas personalidades que vivem dentro da minha cabeça. Eu quero muito que me conheçam por inteiro. Eu acho que hoje as pessoas têm uma percepção limitada de quem eu sou”, disse a artista.
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Todo esse plano pode soar megalomaníaco, mas, para Giulia, segue como uma evolução natural. Ela revelou que buscou por anos um parceiro que estaria à altura da missão de fazer o disco acontecer – e conseguiu. A carioca foi a primeira brasileira a assinar com a Sony Music dos EUA e abriu caminho para cantores como Gusttavo Lima e Luisa Sonza.
Além dos negócios, a gravadora viu o potencial da cantora, que ainda é taxada de nepobaby por muita gente por conta de sua origem familiar, já que é filha do empresário Paulo Marinho.
“Os últimos anos da minha vida foram uma grande jornada até aqui. Busquei por muito tempo os parceiros certos porque é um projeto ousado, que exige confiança e visão. Sou muito grata por me sentir acolhida. Eles não querem me colocar em um estereótipo. Pelo contrário, me dão liberdade para mostrar todas as minhas versões, mas justamente tão me permitindo sair de todos eles [estereótipos]”, afirmou.
Em relação ao novo projeto, Giulia Be defende que há três personalidades morando dentro dela. Uma que fala inglês, outra que fala português e uma mais latina, que habla espanhol. A explicação dela vem de sua vida dupla, que ora está no Brasil, outra nos Estados Unidos.
“Quem fala mais de um idioma sabe: nunca é exatamente a mesma pessoa em outra língua. Cada idioma traz uma parte diferente de mim à tona. No inglês, por exemplo, há muito mais palavras e nuances, mais introspectiva e refinada. A Giulia americana é a ‘menina presa’, que está noiva e vai casar. A Giulia latina, que fala espanhol, é a mais ousada, a que coloca fogo nas outras duas. E a Giulia brasileira é aquela das origens, mais compositora, mais poetisa”, explicou.
Podemos dizer que esse é o melhor dos três mundos? Ela responde: “Brinco que agora sou a Hannah Montana. Nos Estados Unidos sou a Miley, no Brasil sou a Hannah, e estou tentando levar a Hannah pra lá também”, brincou.
Como as três Giulias se resolveram no estúdio?
Conhecida como uma compositora de mão cheia e capaz de fazer hits que estão sempre na boca do povo, como “Menina Solta” e “Se Essa Vida Fosse um Filme”, Giulia Be pensa em fazer do novo disco um grande “diário musical”.
“Comecei a escrever esse álbum há nove anos. Ele reúne músicas de diferentes fases da minha vida, composições que nasceram de histórias e sentimentos muito distintos. É quase um diário musical. Vocês vão me ver dançar pela primeira vez em anos. Vocês vão me ver falando sobre tópicos que eu nunca cantei sobre. Eu acredito que essas músicas que eu vou lançar são as melhores músicas que eu já escrevi na minha vida. E eu tô me preparando para esse projeto há muito tempo”, disse.
Apesar de canções feitas ainda na adolescência e até mesmo antes de estourar, a cantora destaca o papel do noivo, Conor Kennedy, no processo de criação do novo projeto. “Meu casamento também faz parte dessa nova fase. Estou construindo uma vida entre o Brasil e os Estados Unidos, e esse projeto reflete exatamente isso. Essa ponte entre culturas e possibilidades”, afirmou.
Para a sonoridade, a nova “menina presa” espera um pop bem característico. O lead single do projeto, “Fool For Love”, tem assinatura do produtor Stuart Crichton, que já trabalhou com Kesha, Backstreet Boys e Elton John. Com uma leve pegada house, pode-se esperar um som dançante em inglês.
“As faixas em inglês têm uma pegada mais disco e pop americano, com produtores que já trabalharam com nomes como a Dua Lipa. Quem escreveu ‘Love on The Brain’, da Rihanna, e até ‘Video Games’, da Lana Del Rey. Beyoncé… Ele é muito pop, chuva de pop”, destacou.
Para as outras personalidades, outros ritmos: “As músicas em espanhol exploram ritmos latinos como reggaeton e dancehall, com uma energia vibrante. Já as canções em português remetem ao meu primeiro EP, ‘Solta’: mais intimistas, autorais e poéticas”, afirmou.
Toda essa mistura revela um desejo: que as músicas peguem entre os fãs e, mais importante, que não seja algo genérico. “Não quero um pop que passe batido. Quis um trabalho de qualidade, que mantivesse minha essência e mostrasse minhas diferentes camadas. Tem músicas dançantes, mas também faixas vulneráveis, que só consegui escrever mergulhando fundo em mim mesma”, revelou.
“Brincando de Leo Dias”
Como esperado de uma cantora-compositora, Giulia Be espalhou várias histórias pessoais sobre sua vida ao longo do disco. Ela revelou algumas das suas favoritas e convocou os fãs para “brincarem de Leo Dias” e descobrirem as fofocas por trás das letras.
Uma das faixas, “Girls Just Wanna”, deve sair no Carnaval. Ela brinca com o clássico “Girls Just Wanna Have Fun”, da Cyndi Lauper, mas com um olhar atual. Hoje, as garotas querem muito mais do que só se divertir. A ideia de “Girls Just Wanna Escape Reality” fala sobre escapar de uma realidade que muitas vezes abala nossa autoestima – é profunda, mas apresentada de forma leve e divertida.
Também tem “Bahia”, uma música em espanhol inspirada em uma história real: meu ex levou outra garota – parecida comigo – para o mesmo lugar onde tínhamos estado. A faixa é praticamente uma fofoca em forma de música.
Outra canção, “No Problem”, nasceu de um momento em que fui traída. Gravei um vídeo desabafando, e o motorista do táxi me disse: ‘No problem, you beautiful girl, you get other boy, no problem’ (‘Sem problemas, você é uma garota linda, você consegue outro garoto, sem problemas’, em português)”. Aquilo virou o refrão.
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